Injeção subcutânea para prevenir crises de AEH chega a Portugal

19/01/22
Injeção subcutânea para prevenir crises de AEH chega a Portugal

A biofarmacêutica líder mundial, Takeda, anunciou, esta semana, que a injeção subcutânea de lanadelumab está agora disponível em Portugal, com o processo de financiamento aprovado pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (infarmed), para a prevenção de rotina de crises recidivantes de angiodema hereditário (AEH) em doentes com 12 anos de idade ou mais, com contraindicação, intolerância de controlo com androgénios e/ou antifibrinolíticos.

Pelo facto de as crises de AEH serem imprevisíveis e limitarem significativamente a maneira como os doentes vivem as suas vidas, o objetivo da empresa passa por ajudar os doentes com AEH a viver sem qualquer crise.
Esta injeção de lanadelumab oferece aos doentes uma alternativa inovadora de tratamento que ajuda a prevenir essas mesmas crises.


O lanadelumab é um anticorpo monoclonal totalmente humano (mAb) que inibe a atividade da calicreína plasmática, uma enzima que não está controlada em pessoas com AEH, dessa forma prevenindo as crises de AEH. No Estudo de Extensão Aberta (OLE) do ensaio de Fase 3 HELP (wide-range prophylaxis of hereditary angioedema) desenhado para avaliar a segurança a longo prazo (objetivo primário) e eficácia de lanadelumab 300 mg a cada duas semanas, o tratamento preventivo reduziu significativamente a frequência de crises de AEH em doentes com 12 anos ou mais e que receberam tratamento durante um período de duração médio de quase 2,5 anos (29,6 meses; desvio padrão: 8,2).

Os endpoints secundários do estudo demonstraram que a taxa média de crises (min; max) de AEH observadas na população do estudo (N = 209) foi reduzida num total de 87,4% em comparação com a baseline, e que crises com necessidade de tratamento urgente (N = 106) foram reduzidas em 93,4%. Foi igualmente demonstrada uma redução (N = 209) na taxa de crises moderadas ou graves (84,3%). Os doentes tratados com lanadelumab 300 mg a cada duas semanas permaneceram livres de crises durante uma média (DP) de 97,7% dos dias de tratamento; e a duração média do período sem crises foi de 14,8 meses. Cerca de 7 em cada 10 doentes (68,9%) tiveram um período sem crises de mais de 12 meses (n = 209)6.

O lanadelumab apresenta uma semi-vida de aproximadamente duas semanas e pode ser autoadministrado a cada duas semanas como uma injeção subcutânea. Em ensaios clínicos a maioria dos participantes demorou entre 10 a 60 segundos para autoadministrar a injeção.

O lanadelumab está atualmente disponível em mais de 20 países e continuam a decorrer processos de introdução no mercado em todo o mundo.

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