Ambiente familiar e escolar moldam hábitos alimentares das crianças

20/01/22
Ambiente familiar e escolar moldam hábitos alimentares das crianças

Além das componentes genéticas, o seio familiar é também um fator propício para atentar aos comportamentos alimentares das crianças, de acordo com as conclusões de um estudo internacional analisado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP). A investigação, publicada na revista “Eating and weight disorders – studies on anorexia, bulimia and obesity”, teve como objetivo avaliar a forma como os fatores genéticos e o ambiente influenciam a variabilidade dos comportamentos na alimentação potenciado pelas crianças.

De forma a aferir todos esses aspetos, os investigadores analisaram 86 pares de gémeos com 10 anos, isto porque, segundo esclarecem, “os gémeos são uma experiência natural porque existem os gémeos idênticos, em que 100% da sua genética é compartilhada, e os não idênticos, em que 50% da genética é partilhada.”

Além da observação constatada, realizaram também um questionário preenchido pelos pais como forma de avaliar oito comportamentos relacionados com a alimentação, nomeadamente, o prazer em comer, a resposta à saciedade, a ingestão lenta, a seletividade alimentar e a sub-ingestão emocional.


Para a prof.ª Doutora Sarah Warketin, é notório que a par do ambiente familiar e da cooperação que possa existir para a confluência de hábitos alimentares equilibrados e saudáveis, a escola é também preponderante, devendo assumir um papel de promotora de saúde e instruir no seio educativo temas sobre a alimentação, para que a predisposição genética das crianças possa ser ajustada.

Fonte: Sic Notícias

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