Instituto do sangue apela para “reforço imediato de dádivas de sangue”

01/02/22
Instituto do sangue apela para “reforço imediato de dádivas de sangue”

O Instituto Português do Sangue da Transplantação (IPST) apela para o contributo de todos os potenciais dadores, numa “altura particularmente exigente” devido à pandemia e perante “uma grande dificuldade em manter estáveis as reservas de componentes sanguíneos”.

Em comunicado, partilhou que “a evolução da pandemia de COVID-19, nomeadamente o elevado número de contágios das últimas semanas e respetivos isolamentos profiláticos, têm conduzido a uma grande dificuldade em manter estáveis as reservas de componentes sanguíneos”.

Destacou igualmente que “as habituais infeções respiratórias sazonais têm contribuído para uma redução do afluxo de pessoas candidatas à dádiva de sangue” e que “ambas as situações causam uma grande redução do número de dadores e o adiamento de sessões de colheita previamente calendarizadas”.

“Apesar de todo o reforço na promoção da dádiva de sangue, nomeadamente através de spots de rádio e nas redes sociais, torna-se necessário mobilizar todos os que estejam em condições de fazer uma dádiva de sangue, nomeadamente os que nunca deram sangue e os que não efetuam uma dádiva há mais de um ano, contribuindo assim para a imprescindível estabilidade das reservas. É muito importante o reforço imediato das dádivas de sangue, pois só assim os doentes podem receber os tratamentos que necessitam”, apelou o IPST.

Frisou ainda que “os hospitais portugueses necessitam entre 800 a 1.000 unidades de sangue e componentes sanguíneos todos os dias e nunca é demais relembrar que os componentes sanguíneos têm um tempo limitado de armazenamento (35 a 42 dias para os concentrados eritrocitários e cinco a sete dias para as plaquetas); os dadores de sangue, sendo homens, só podem realizar a sua dádiva de três em três meses e, sendo mulheres, de quatro em quatro meses”.

Segundo o instituto, “à presente data (...), as reservas dos hospitais e no IPST situavam-se entre os 15 e 47 dias considerando a reserva de concentrados eritrocitários dos hospitais e entre os quatro e 37 dias em virtude da reserva de concentrados eritrocitários do IPST, sendo os grupos sanguíneos mais afetados: ‘O positivo’, ‘O negativo’, ‘B negativo’, ‘A positivo’ e o ‘A negativo’”.

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