Estudo comprova que pesquisas online podem ajudar equipas médicas no tratamento da asma

04/02/22
Estudo comprova que pesquisas online podem ajudar equipas médicas no tratamento da asma

Uma equipa de investigadores portugueses da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e o Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), juntamente com profissionais com outras nacionalidades, realizaram um estudo que demonstrou que as pesquisas efetuadas na Internet podem ajudar a comunidade médica e científica a prever o número de hospitalizações provocadas por asma.

O estudo refere que "poderá permitir uma adequada preparação hospitalar face às necessidades futuras, tendo como objetivo principal uma melhor prestação dos cuidados de saúde aos doentes".

Os resultados do Google Trends foram correlacionados com o número de hospitalizações por asma analisadas durante cinco anos em Portugal, Brasil, Espanha, Finlândia e Noruega.

O grupo de investigadores portugueses concluiu que as pesquisas realizadas relativas às constipações apresentaram uma "forte correlação" com o número de hospitalizações por asma ocorridas entre 2012 e 2016, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde, "o que permitiu a criação de modelos capazes de prever novas hospitalizações".

"A asma representa um encargo substancial para os sistemas de saúde, sendo as hospitalizações um dos principais impulsionadores dos custos relacionados", esclarece, em comunicado, o Prof. Doutor Bernardo Sousa Pinto, um dos autores do estudo.

De acordo com o artigo publicado no Journal of Medical Internet Research, a poluição do ar ou a exposição ao pólen pode aumentar o risco de agravamento da asma e do número de hospitalizações.

"Estes dois últimos fatores podem ser medidos, permitindo o desenvolvimento de sistemas de alerta, mas os dados sobre infeções do trato respiratório superior são um pouco mais difíceis de obter diretamente, pelo que a utilização de dados de pesquisas online se revela particularmente interessante enquanto forma indireta de obtenção dessa informação", afirma o Prof. Doutor Bernardo Sousa Pinto.

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