Tecnologia permite detetar doença de Alzheimer precocemente

11/02/22
Tecnologia permite detetar doença de Alzheimer precocemente

Neuro SDR é o nome da tecnologia desenvolvida há seis anos e que está na vanguarda na deteção precoce da doença de Alzheimer, mesmo na ausência de sintomas. Um projeto que pretende ainda desvendar a evolução da patologia em diagnósticos inconclusivos.

A iniciativa é liderada pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto, desenvolvido em colaboração com o Hospital de São João, as faculdades de Medicina e de Engenharia da Universidade do Porto e o Instituto Politécnico de Bragança, surgindo num contexto em que a OMS estima que existam 35,6 milhões de pessoas com doença de Alzheimer no mundo, sendo que o número tende a duplicar até 2030 e a triplicar até 2050.

“Criámos um algoritmo que utiliza como fonte de informação 19 elétrodos que captam tensões elétricas que, num adulto, variam entre 30 e 50 milivolts, num espaço temporal de 30 a 45 minutos”, quem o diz é o Dr. Pedro Miguel Rodrigues, investigador do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Católica no Porto, no momento em que a tecnologia Neuro SDR foi testada em 38 doentes do Serviço de Neurologia do Hospital de São João.

O especialista refere que “um diagnóstico precoce abre portas para melhores resultados ao nível das terapias, mas também constitui um poderoso auxiliar em questões relacionadas com a salvaguarda da integridade pessoal e financeira dos portadores de Alzheimer, assim como em assuntos relacionados com profissões de risco e cartas de condução, por exemplo.”

Como forma de detetar celeremente esta patologia “a solução criada incorpora um algoritmo de inteligência artificial com uma capacidade de precisão de diagnóstico a rondar os 98% para casos assintomáticos e/ou precoces da doença. E, por conseguinte, estamos numa fase em que precisamos de parceiros para conseguirmos que o protótipo saia do laboratório e possa ser disponibilizado em larga escala,” conclui o Dr. Pedro Miguel Rodrigues.

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