A AMPIF já conhece os seus representantes para o triénio 2022-2024. A tomada de posse dos elementos da vencedora Lista A, liderados pela Dr.ª Paula Martins de Jesus, teve lugar na sede da APIFARMA, associação com a qual a AMPIF preserva uma relação próxima e promove uma colaboração objetiva no desenvolvimento da indústria farmacêutica e no seu impacto de sucesso na Medicina.
A Dr.ª Paula Martins de Jesus, presidente eleita da AMPIF, em entrevista, releva a evolução tremenda da atuação dos departamentos médicos, os quais deixaram de ter apenas uma função de suporte numa parceria para a função de liderança estratégica. “Esta transformação tem um impacto imensamente positiva na sociedade”, por permitir centralizar a ciência na decisão pelos doentes e pelo medicamento.
A AMPIF apresenta um programa baseado em três eixos estratégicos: criação e desenvolvimento de competências, envolvendo profissionais, departamentos médicos e indústria farmacêutica; inovação tecnológica, pretendendo ser o catalisador da inovação e dos processos tecnológicos da Medicina Farmacêutica; ligação e conhecimento dos departamentos médicos e parceria com a sociedade através de “um processo simbiótico de crescimento em conjunto”.
Por fim, a presidente garante a valorização do medicamento e da Medicina Farmacêutica em Portugal como o último, mas não menos importante objetivo do próximo triénio.
A cerimónia contou com a presença do Dr. Luís Portela, atualmente presidente da Fundação Bial, que apresentou como keynote speaker a história do desenvolvimento de Bial, no panorama nacional e internacional da indústria farmacêutica e no seu envolvimento na investigação e desenvolvimento de medicamentos, com um papel importante na Medicina.
Segundo o Dr. Luís Portela, a participação dos médicos pretende-se que seja “em conjugação com os esforços dos farmacêuticos” e que se assuma uma ligação “ativa, forte e respeitada”.
Questionado sobre as eleições da AMPIF afirma que “é uma direção muito bem liderada”, fazendo votos que futuramente “traga para os médicos que trabalham na indústria farmacêutica e para a Saúde que se desenvolve no país um grande benefício”, conclui.
O Dr. João Almeida Lopes considera "gratificante" para a APIFARMA receber a ceriminónia em causa, visto que considera que existe uma parceria muito importante entre as associações, "na ligação ao conhecimento, à academia, e na defesa do doente". Afirma que o trabalho desenvolvido é exigente, visto que as áreas farmacêuticas são cada vez mais "complexas e sofisticadas", e pela relevância desta colaboração fez sentido a sede da APIFARMA ser o local que acolheu a tomada de posse.
Para terminar, o Dr. João Almeida Lopes reforçou a ligação complementar entre médicos e farmacêuticos para o sucesso do medicamento enquanto "ferramenta" na Saúde, e considera que a pluralidade de competências dá resposta à exigência das matérias no desenvolvimento científico, e consequentemente, reflete-se no doente, na sua sobrevivência e na sua qualidade de vida.


