Entre os temas em destaque está a atual realidade da rede de cuidados, o papel da família enquanto principal cuidador ou a partilha de experiências na integração de cuidados, como os casos de acompanhamento a jovens de risco ou o envolvimento da comunidade escolar no acompanhamento da criança com diabetes.
A rede de cuidados continuados integrados assegura o acompanhamento a doentes que requerem acompanhamento especializado, sem exigirem necessariamente internamento. O doente é assistido no domicílio pelo enfermeiro responsável da equipa que identifica a situação, mobilizando os recursos necessários a cada situação.
Segundo Alexandre Tomás, Presidente do Conselho Diretivo da Secção Regional Sul da Ordem dos Enfermeiros "os cuidados integrados conferem maior capacidade ao SNS. A equipa de enfermagem articula e integra de forma estruturada doente, família, recursos humanos e materiais, assegurando os cuidados especializados, libertando vagas nas áreas de internamento nos hospitais e capacitando as famílias para a prestação dos cuidados."
A rede assegura atualmente cuidados continuados integrados a cerca de 2700 doentes das ARS's de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. No entanto, para o mesmo responsável, "a rede de cuidados integrados otimiza recursos e melhora a qualidade de vida do doente. Porém, tememos que eventuais cortes orçamentais venham a comprometer esta capacidade de resposta."
Discutir os principais desafios da integração de cuidados num contexto generalizado de contração orçamental é o objetivo do Encontro "Integração de Cuidados", que decorre no dia 2 de dezembro, em Albufeira. A rede nacional de cuidados continuados integrados assegura cuidados a cerca de 2700 doentes das ARS (Administração Regional de Saúde) de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e encontra na limitação dos recursos disponíveis uma das maiores ameaças.

