A responsável lembra que a indústria farmacêutica e a investigação científica estão a trabalhar para novas vacinas com outras características e, sobretudo, que tenham um espetro de ação mais amplo, de forma a que não se dirijam a uma só variante e que tenham uma duração maior da imunidade, admitindo que a estratégia de vacinação possa ter de ser revista.
“O que é que eu quero dizer com isto de [vacinação] seletiva é porque escolhemos grupos de risco, ou seja, as pessoas que mais beneficiam com a vacinação. E sazonal porque a expectativa que nós temos é que com este vírus será uma vacinação que se fará no outono para os grupos de risco chegarem à estação mais agressiva, que é o inverno, já com proteção adicional”, explicou.
Sobre a vacinação contra a COVID-19 em crianças dos 5 aos 11 anos, disse que “atendendo às características da doença nas crianças e à perceção do risco, a adesão foi bastante boa” e lembrou que os serviços continuam abertos para vacinar qualquer criança que não tenha aparecido.
“Continuamos abertos e teremos sempre momento dedicados à vacinação das crianças ao longo do tempo. Quem tomar, entretanto, a decisão pode dirigir-se aos serviços de saúde e informar-se sobre quando haverá vacinação para crianças”, explanou.
A Dr.ª Graça Freitas recordou que as crianças têm recomendação apenas para duas doses da vacina sem reforço e sublinha que “a segunda dose ainda está a dar bastante proteção a estas crianças”.
“É preciso também não esquecer que uma grande percentagem das crianças nesta faixa etária esteve doente com a variante ómicron, o que dá uma imunidade natural já com esta nova variante”, sublinhou.


