CCR avançado: Infarmed aprova financiamento de pembrolizumab em combinação com axitinib em 1.ª linha

04/03/22
CCR avançado: Infarmed aprova financiamento de pembrolizumab em combinação com axitinib em 1.ª linha

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) aprovou o financiamento do pembrolizumab em combinação com axitinib para tratamento em primeira linha de carcinoma de células renais (CCR) avançado em adultos de risco intermédio com base nos resultados do ensaio clínico KEYNOTE-426.

Este estudo de fase 3 multicêntrico, aleatorizado e sem ocultação comparou pembrolizumab em combinação com axitinib com sunitinib no tratamento de primeira linha de doentes com CCR avançado de histologia de células claras. 

Através deste estudo, foi demonstrada a superioridade de pembrolizumab em combinação com axitinib relativamente a sunitinib em três parâmetros de eficácia - sobrevivência global, sobrevivência livre de progressão e taxa de resposta objetiva - na primeira análise interina do estudo (tempo de seguimento de 12,8 meses).

Na subpopulação de doentes com CCR de histologia de células claras e risco intermédio, o braço de tratamento de pembrolizumab em combinação com axitinib foi associado a superioridade com diferença estatisticamente significativa relativamente ao braço de sunitinib no parâmetro OS, com um hazard ratio (HR) para morte de 0,53 (intervalo de confiança – IC - a 95%: 0,35 a 0,82; p = 0,00160). Nesta subpopulação, a combinação de pembrolizumab e axitinib foi associada a uma redução do risco de progressão ou morte de 30% e uma taxa de resposta objetiva superior comparativamente a sunitinib (59,2% versus 33,7%). Os dados mais recentes deste estudo, referentes a um tempo de seguimento de 42,8 meses e apresentados na reunião anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) de 2021, confirmam a superioridade clinicamente significativa da combinação de pembrolizumab e axitinib relativamente a sunitinib.

O Dr. Vitor Virginia, diretor geral da MSD Portugal, reforça que “a MSD tem como missão disponibilizar soluções verdadeiramente revolucionárias e esta aprovação é mais um marco histórico. Durante várias décadas, as opções terapêuticas foram limitadas e, na maioria das vezes, ineficazes. O surgimento de novos agentes e desta terapêutica oferece aos doentes com CCR mais tempo e mais esperança”.

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