Gripe: Portugal ultrapassa meta de vacinação apontada pela OMS

07/03/22
Gripe: Portugal ultrapassa meta de vacinação apontada pela OMS

Portugal superou a meta de 75% de taxa de vacinação contra a gripe proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo os dados do Vacinómetro, que apontam para uma taxa de 88,3% nas pessoas com 65 anos ou mais.

De acordo com os dados finais do Vacinómetro 2021/2022, o estudo que acompanha o ritmo da vacinação contra a gripe, da população incluída nesta vacinação, terão sido imunizadas 83,4% das pessoas portadores de doença crónica e 64,4% dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes, indicando ainda que foram vacinados 53,3% dos portugueses com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos e cerca de 60,2% das grávidas.

Os resultados divulgados indicam ainda que o grupo das grávidas "tem registado um consistente aumento na cobertura vacinal desde a sua inclusão no regime de disponibilização gratuita da vacina, na época de 2020/2021", altura em que a cobertura vacinal passou para 53,6%.

Os responsáveis pelo Vacinómetro salientam ainda o crescimento da vacinação no grupo dos 60 aos 64 anos de idade, desde a última fase do estudo (14 a 20 de dezembro de 2021), com um aumento de 14,6% chegando aos 53,3%.

Das pessoas com 65 ou mais anos de idade, terão sido vacinadas pela primeira vez 8,5%, o mesmo acontecendo em 25,7% dos casos das pessoas entre os 60 e os 64 anos de idade, 8,1% dos doentes crónicos e 10,5% dos profissionais de saúde.

“Os dados finais da época gripal 2021/2022 deixam-nos satisfeitos por termos não só cumprido (pelo terceiro ano consecutivo) como ultrapassado largamente a meta da OMS para a cobertura vacinal das pessoas a partir dos 65 anos de idade, garantindo assim a sua proteção contra a gripe e para além da gripe, uma vez que esta infeção aumenta o risco de enfarte agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral", destaca o Dr. Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

Na mesma nota, o responsável considerou o aumento da vacinação nas pessoas com doença crónica, "que são um grupo de risco para infeções virais como a gripe, uma vez que podem ver a sua doença crónica descontrolada ou agudizada", bem como no grupo dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes, "algo muito importante desde sempre, mas ainda mais durante a pandemia de COVID-19", referiu.

Quanto às motivações da população para a vacinação contra a gripe, incluída nas recomendações da Direção-Geral da Saúde, a maioria vacinou-se por recomendação do médico - 66,9% das pessoas com 65 anos ou mais; 65,8% dos doentes crónicos; 43,7% das pessoas entre os 60 e os 64 anos de idade e 63,7% das grávidas.

A segunda motivação mais apontada foi a iniciativa própria, para estar protegido, o que aconteceu em 26,5% das pessoas com 65 ou mais anos de idade, 21,7% dos doentes crónicos, 39,6% das pessoas entre os 60 e os 64 anos, 19,8% das grávidas e 11,6% dos profissionais de saúde.

O contexto de uma iniciativa laboral foi a razão apontada para a vacinação de 82% dos profissionais de saúde.

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