Cerca de 20% das portuguesas realizam exames preventivos às DST

09/03/22
Cerca de 20% das portuguesas realizam exames preventivos às DST

Cerca de 22% das portuguesas afirma ter feito um exame às doenças sexualmente transmissíveis (DST), afirma o primeiro Índice Mundial da Saúde das Mulheres. As conclusões confirma a urgência de desenvolver políticas que satisfaçam as necessidades de mais de metade da população. Trata-se de uma iniciativa da Hologic, em parceria com a Gallupveio. 

 

Este estudo veio permitir observar o estado de saúde de 3,9 milhões de mulheres, em todo o mundo, tendo por base cinco dimensões que explicam a esperança média de vida à nascença em 80% entre eles os cuidados preventivos, as perceções de saúde e segurança, a saúde emocional, a saúde individual e as necessidades básicas.

As DST são as menos vigiadas, com uma percentagem de 22% das mulheres portuguesas a afirmarem terem feito um exame para este tipo de infeções. Segue-se o cancro, com 64,5% das mulheres a afirmarem nunca ter realizado qualquer tipo de exame de rastreio e para despiste à diabetes apenas 46,2% fizeram análises.

Portugal ficou posicionado na 16.ª posição neste ranking mundial, mas o estudo afirma que há ainda muito por fazer, concretamente quanto aos cuidados preventivos. A percentagem de mulheres que realizaram exames preventivos para as doenças que mais as afetam é baixa, à semelhança de muitos outros países.

Em relação à saúde emocional é uma área com números expressivos para o sexo feminino em Portugal, com mais de 70% a dizerem ter experienciado preocupação, 45% das mulheres diz ter-se sentido triste, e 42% referiram que sentem stress.

Um quarto das mulheres portuguesas diz ainda que não se sentiu segura a caminhar na rua à noite. Esta é a principal conclusão relativa à dimensão de perceções de saúde e segurança, que acrescenta ainda que 35% das mulheres não estão satisfeitas com o acesso a cuidados de saúde de qualidade em Portugal.

Relativamente à satisfação das necessidades básicas, 16% disseram ter tido dificuldade em comprar comida para a sua família e 15% referiram que não conseguiram garantir um abrigo adequado, durante o ano anterior ao questionário.

"A saúde da mulher é essencial à saúde da sociedade, e ao dar-lhe a atenção que merece, podemos não só salvar vidas, mas também alcançar progresso social e económico significativo. Porém, os dados recolhidos pelo Índice Mundial da Saúde das Mulheres vêm revelar-nos que ainda há muito trabalho a ser feito para dissipar as disparidades nos cuidados da saúde feminina, uma situação que foi ainda mais agravada com a pandemia”, refere o Dr. João Malagueira, vice-presidente da Hologic para a região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA).

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