No total foram avaliadas 117 pessoas nas duas cidades, todas com mais de 65 anos, em que 68% era do sexo feminino tendo-se verificado que, dessa percentagem, 15% indicou uma perda de peso involuntária superior a 5% nos últimos três meses.
Apesar da malnutrição existir em Portugal e de ser reversível com um adequado e precoce suporte nutricional, a atual situação pandémica agravou o risco de malnutrição a nível nacional.
Ainda que o impacto da malnutrição se mantenha desconhecido em Portugal, os números crescem diariamente na comunidade, em especial nos idosos que, devido ao isolamento, reduziram a sua ingestão alimentar.
Também a malnutrição associada à doença é uma realidade, sendo responsável por 10 a 20% das mortes em oncologia com 30 a 70% dos doentes oncológicos a apresentarem sinais de malnutrição, o que tem um impacto direto no prognóstico e na qualidade de vida do doente, como implicações clínicas, perda de independência e morte precoce.


