FPP alerta para as consequências respiratórias deixadas pela COVID-19

30/03/22
FPP alerta para as consequências respiratórias deixadas pela COVID-19

Estima-se que 30% a 50% dos adultos com diagnóstico de COVID-19 grave possam ter anomalias pulmonares persistentes. Desta forma, a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) lembra a importância da prevenção e reforça, também, a eficácia e a segurança das vacinas, sublinhando que continuam a ser a melhor forma de prevenção de doenças respiratórias graves como a pneumonia.

As doenças respiratórias continuam a ser uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em Portugal. Embora a grande maioria seja prevenível ou tratável com intervenções economicamente acessíveis, não se tem assistido a uma redução global da sua prevalência. Segundo o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, morrem, diariamente, 36 pessoas com doenças respiratórias em Portugal. 16 desses óbitos têm como causa a pneumonia.

Estudos recentes revelaram que 30% a 50% dos adultos com diagnóstico de COVID-19 grave podem desenvolver anomalias pulmonares persistentes, após a doença aguda. Nos Países Baixos e na Andaluzia, as autoridades de saúde apostam na imunização para tornar o organismo mais robusto contra as infecções respiratórias. Recomendam, por isso, a vacinação antipneumocócica a doentes hospitalizados por COVID-19, com evidência de disfunção pulmonar.

“Os últimos dois anos mostraram-nos a importância da prevenção – evitar o que já nos é possível, sempre com atenção a quem está mais vulnerável”, explica o Dr. José Alves, presidente da FPP. “Quem esteve infetado com COVID-19, por exemplo, corre maior risco de contrair novas infeções respiratórias. Algumas delas podem ser prevenidas através de imunização. É o caso da pneumonia. Para quê correr riscos?”, completa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a vacinação evita quatro mortes por minuto, o equivalente a 5.760 mortes por dia em todo o mundo, e previne doenças tão distintas como difteria, sarampo, poliomielite, rotavírus, pneumonia, diarreia, rubéola ou tétano.

A vacina antipneumocócica é recomendada pela Direção-Geral da Saúde e já está em PNV para as crianças e para os grupos considerados de maior risco.

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