Um processo que se baseia “na aplicação de moléculas fotoativas ativadas por luz que interagem com o oxigénio e geram espécies reativas de oxigénio com capacidade para inativar os microrganismos”, descreve uma nota da Universidade.
Com o início da pandemia de COVID-19, o vírus SARS-CoV-2foi detetado no trato intestinal e nas fezes de doentes infetados e o seu ácido ribonucleico (RNA) em águas residuais, o que levou a que a equipa da UA avaliasse a possibilidade da sua inativação fotodinâmica em águas residuais, evitando desta forma a sua transmissão ambiental.
Neste trabalho, “as investigadoras utilizaram um bacteriófago Phi6 como modelo do vírus SARS-cov-2” e, segundo é discriminado, numa primeira fase foi avaliada a sobrevivência do vírus em água residual em diferentes condições de temperatura, ph e luz, verificando-se que o vírus modelo pode permanecer ativo até pelo menos 84 dias.
“A aplicação do tratamento fotodinâmico desenvolvido permite eliminar das águas o vírus modelo após 10 minutos de tratamento”, conclui a equipa de investigação.
A simulação efetuada “permitiu inferir que o tratamento aplicado não foi prejudicial para os microrganismos naturalmente presentes nas águas recetoras marinhas, que, não sendo patogénicos para o Homem, desempenham um papel benéfico para o equilíbrio da vida marinha”.
“Com estes resultados, as autoras deste estudo acreditam ter dado mais um passo na possibilidade de aplicação do tratamento fotodinâmico como um método de desinfeção eficiente e seguro de águas residuais”.
O estudo foi publicado na revista científica “Microorganisms”.


