Em fevereiro deste ano, registaram-se 292 mil consultas médicas hospitalares, mais 15,6% comparativamente ao período homólogo do ano passado, e o número de cirurgias aumentou 40,4%, isto é, para cerca de 112 mil intervenções, adiantou o Dr. António Lacerda Sales na cerimónia comemorativa dos 40 anos da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), com o tema “Olhar a História e construir o futuro”. O secretário de Estado Adjunto e da Saúde destacou o papel dos administradores hospitalares e de “todos os profissionais de saúde” para a obtenção destes resultados.
Uma população envelhecida afetada por doenças crónicas e incertezas quanto ao verdadeiro impacto da COVID-19 a médio e a longo prazo conduz a “necessidades crescentes na área da saúde”, refere. Por isso, durante a sua intervenção na cerimónia, Sales alertou ainda para a importância de continuar a investir-se “na melhoria da eficiência da rede hospitalar”.
Para o especialista, aliviar a pressão sobre os cuidados de saúde, é possível e garante que existe “um projeto ambicioso transformador e reformador para o país”, perante circunstâncias que reforçam diariamente a importância de se manter “um sistema de saúde forte, sustentável, com as pessoas no centro do sistema e que tenha como pilar essencial o serviço público de saúde”.
As prioridades passam pela redução das desigualdades e as assimetrias sociais, mas também territoriais, o melhoramento do acesso aos cuidados de saúde, “assegurando tempos de resposta adequados e perseguindo de facto a necessária política de reforço de recursos humanos”, garante o Dr. António Lacerda Sales. Consciente de que ainda muito falta fazer, reconhece que os desafios “são muitos e de elevada complexidade”, aliás, como mostra o Plano Nacional de Saúde 2021-2030, divulgado e colocado para consulta pública no dia 7 de abril.


