“Precisamos urgentemente de alargar a capacidade estrutural dos Institutos Portugueses de Oncologia (IPO), hospitais centrais, para dar resposta aos doentes oncológicos que nos estão a chegar, porque é desumano não conseguirmos dar uma resposta atempada às pessoas que têm uma doença que pode ser altamente fatal”, alertou o especialista.
Na opinião do profissional de saúde, as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) deveriam de ser melhor aproveitadas com o intuito do “futuro ser melhor” na área oncológica traduzindo-se em diagnósticos precoces, melhores resultados e uma aposta na digitalização.
Defende ainda que o sistema tem que estar preparado para poder receber as pessoas, caso contrário “os profissionais de saúde entram em exaustão e à primeira atitude vão para o privado”.
Advertiu que o cancro é talvez a doença crónica mais curável, mas talvez também a mais fatal se não for diagnosticada atempadamente.
“Se não conseguirmos fazer nada disto é um grande custo para o doente, para a família, para a sociedade e para o Serviço Nacional de Saúde”, disse, frisando que devido à pandemia vai haver “uma avalanche enorme de doentes” que não podem ficar para trás.


