Uma equipa do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho foi distinguida com o Prémio Melo e Castro, pelos avanços na recuperação de lesões vertebro-medulares.
O galardão, no valor de 200 mil euros, tem como objetivo promover a descoberta de potenciais soluções para a reabilitação dos indivíduos afetados, reduzindo de forma significativa as limitações motoras e fisiológicas associadas. A investigação é liderada por António Salgado e conta com Nuno Sousa e Nuno Silva, bem como uma equipa multidisciplinar de 14 investigadores do ICVS.
Este projeto propõe o desenvolvimento de uma terapia integrada com o objetivo de proteger ao máximo o tecido afetado, logo após a lesão, de forma a permitir a regeneração. Poderá ser uma forma de tratamento das lesões vertebro-medulares traumáticas, adquiridas ou congénitas, melhorando as capacidades motoras dos doentes e a sua qualidade de vida.
No que respeita ao Prémio Mantero Belard, também no valor pecuniário de 200 mil euros, foi atribuído à investigadora Ana Cristina Carvalho Rego e respetiva equipa, do Centro de Neurociências e Biologia Celular, da Universidade de Coimbra, pelo estudo da "Avaliação do Stresse Oxidativo e Disfunção Mitocondrial em Modelos Animais e Doentes de Huntington utilizando Cu (II) – ATSM PET".
A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no passado dia 5 de dezembro, em Lisboa, e contou com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Santana Lopes, entre outras personalidades.
Ajudar a esclarecer os mecanismos bioquímicos que estão na base da doença de Huntington e desenvolver uma terapia multidisciplinar e integrada que foque todos os aspetos relacionados com a degeneração do tecido nervoso e das células associadas às lesões vertebro-medulares são os objetivos dos dois projetos vencedores na primeira edição dos Prémios Santa Casa Neurociências.

