Projeto visa criar sensor para antecipar ataques de epilepsia e prevenir morte súbita

06/05/22
Projeto visa criar sensor para antecipar ataques de epilepsia e prevenir morte súbita

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) lideram um projeto, financiado em quatro milhões de euros, com o objetivo de criar o primeiro sensor subcutâneo para antecipar ataques de epilepsia e prevenir a morte súbita.

Em comunicado, o instituto da Universidade do Porto adianta hoje que o projeto, intitulado NEUROSENSE, inicia-se em junho e visa, ao longo dos próximos quatro anos, criar um dispositivo para antecipar ataques de epilepsia e prevenir a morte súbita através da administração automática de fármacos.

A morte súbita em epilepsia é a principal causa de morte relacionada com a doença, não existindo "qualquer dispositivo médico preditivo ou tratamento preventivo disponível" atualmente. Deste modo, "a criação de um sensor que acompanhe o paciente reveste-se de particular importância", salienta o i3S.

Citado no comunicado o Prof. Doutor Carlos Conde, investigador líder do projeto, esclarece que o dispositivo médico é "um pequeno aparelho de três a quatro centímetros que está desenhado para ser aplicado sobre a pele" e que, através de microagulhas e microcapilares, consegue "extrair e processar o fluido intersticial de forma contínua".

O sensor permitirá fazer "pela primeira vez" uma avaliação contínua "totalmente automatizada e ilimitada de risco de morte súbita" por epilepsia através da "utilização de elementos de bioreconhecimento sintéticos e semissintéticos".

De acordo com o Prof. Doutor Carlos Conde, o sensor permitirá ainda às empresas farmacêuticas "desenvolver a primeira geração de fármacos" com o intuito de prevenir a morte súbita por epilepsia, "cumprindo a sua contribuição para a erradicação da principal causa da morte" relacionada com a doença.

Financiado em quatro milhões de euros pelo Programa Pathfinder Open do Conselho Europeu de Inovação, o projeto resulta de uma colaboração com a startup portuguesa BIOSTRIKE e com a Karolinska Institutet (Suécia), Centre National de la Recherche Scientifique (França), Centre Hospitalier Universitaire Vaudois (Suíça), Filadelfia Epilepsy Hospital (Dinamarca) e Kinetikos - Driven Solutions S.A. (Portugal).

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