Estudo indica que dermatite atópica diminui níveis de alegria nos doentes

18/05/22
Estudo indica que dermatite atópica diminui níveis de alegria nos doentes

Compreender como é que os doentes adolescentes e adultos em Portugal vivem com dermatite atópica (DA) moderada a grave, considerando oportunidades de intervenção para melhorar a qualidade de vida destas pessoas, foi a meta a alcançar pela Sanofi juntamente com a Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP) com o desenrolar de um estudo.

O estudo foi desenvolvido com base numa metodologia de grupos focais onde se incluíram homens e mulheres dos distritos do Porto e de Lisboa com idade superior a 18 anos e com diagnóstico médico de DA moderada e/ou grave, numa primeira fase. Já numa segunda abordagem, foram abrangidos adolescentes de todo o país com idades compreendidas entre os 12 e 17 anos e com diagnóstico médico de DA moderada e/ou grave.

A observação demonstrou que a maioria dos participantes adolescentes e adultos têm outras patologias associadas como rinite, asma e sinusite, sendo que os respondentes foram unânimes em afirmar que a DA não controlada é a “a mais difícil de lidar”. Neste sentido, a maioria dos participantes considera que são períodos vividos como “crises” e que são caracterizados por muita comichão, dor e feridas que impactam significativamente as demais atividades básicas do quotidiano.

Para a Prof.ª Doutora Isabel Lourinho, psicóloga e autora do estudo, “estes dados são reveladores do impacto que a dermatite atópica moderada a grave tem nos doentes, nas famílias e nos cuidadores. É necessário, por isso, uma maior sensibilização e educação para a doença de forma a ultrapassar estigmas e barreiras sociais”.

A fim de interpretar o impacto que a patologia detém a nível emocional, social e económico, a generalidade dos participantes adolescentes refere que a DA lhes tirou “alegria”, “alguma liberdade” e “sono”, destacando que houve implicação também na autoimagem e autoestima, nas relações de amizade, na escola e nas atividades como o desporto. Os adultos mencionaram os mesmos aspetos referindo ainda as consequências no ambiente profissional.

O estudo abordou também, junto dos participantes, as oportunidades de intervenção para colmatar o impacto psicológico associado à dermatite atópica, tais como aumentar a informação e visibilidade da patologia e das suas repercussões na sociedade; combater o preconceito e o bullying através de ações dirigidas ao contexto escolar; disponibilizar apoio psicológico a quem vive com DA e aos seus cuidadores; ou aliviar o impacto social e económico da DA nas pessoas e nas famílias.

Relativamente a estes dados, a Dr.ª Joana Camilo, presidente da ADERMAP, considera que “não podemos ignorar as consequências emocionais, sociais e económicas da dermatite atópica. É fundamental uma abordagem multidisciplinar centrada na pessoa com DA moderada a grave de forma a minimizar o burden associado, além da promoção de um acesso equitativo aos tratamentos adequados e aos cuidados de saúde”.

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