Este foi também o momento em que o setor assumisse o compromisso de atingir a neutralidade carbónica da atividade de distribuição farmacêutica de serviço completo em Portugal até 2040, um objetivo que prevê uma redução de 40% das suas emissões de CO2 já em 2030.
O evento decorrido esta quarta-feira, pelas 17h00, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, contou na sessão de abertura com a presença da Prof.ª Doutora Marta Temido, ministra da Saúde, e Dr. Nuno Flora, presidente da direção da ADIFA. Seguiu-se um painel de convidados que discutiu os desafios da transição ecológica da distribuição farmacêutica e procurou definir medidas e estratégias para garantir um futuro mais verde do setor.
No debate, moderado pela jornalista da SIC, Patrícia Carvalho, participaram o Dr. Manuel Pizarro, eurodeputado, Dr. Nuno Lacasta, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Dr. Luís Lourenço, presidente da Secção Regional Sul e Regiões Autónomas da Ordem dos Farmacêuticos, Dr. Hélder Mesquita, Membro da Direção da ADIFA, e o Prof. Doutor Jaime Braga, assessor para os assuntos ambientais e energéticos da Confederação Empresarial de Portugal (CIP). O encerramento ficou a cargo de Dr. Martin FitzGerald, deputy director general do GIRP – European Healthcare Distribution Association, para apresentar o panorama europeu do setor da distribuição farmacêutica.
“Através deste evento, pretendemos assinalar o trabalho desenvolvido ao longo dos cinco anos de atividade em que a ADIFA afirmou o papel dos distribuidores farmacêuticos de serviço completo enquanto elo vital no circuito do medicamento em Portugal. É o momento ideal para aliarmos o nosso serviço de interesse público de aproximar as tecnologias de saúde das pessoas a um compromisso de responsabilidade ambiental, trazendo a discussão propostas estratégicas com vista a acelerar a transformação ecológica do nosso setor de atividade”, sublinha o Dr. Nuno Flora, Presidente da ADIFA.
“Ao dia de hoje são já visíveis os esforços das empresas de distribuição farmacêutica de serviço completo, que só nos últimos três anos já conseguiram reduzir em 9% a sua pegada carbónica devido a vários investimentos na melhoria das operações que estão a implementar. Apesar de o caminho estar traçado, reconhecemos o impacto ambiental da distribuição farmacêutica, nomeadamente ao nível das suas infraestruturas e, principalmente, de transporte, pelo que consideramos ser este o momento oportuno para definir prioridades e assegurar um alinhamento setorial para atingirmos as metas de neutralidade carbónica definidas”, conclui o Dr. Nuno Flora.
O alinhamento com os objetivos nacionais para a descarbonização da economia, o desenvolvimento tecnológico e evolução do mercado (em 2035 os novos veículos ligeiros de mercadorias serão 0 emissões), o financiamento público e privado sustentável com elevado nível de maturidade e o alinhamento com objetivos de neutralidade da indústria serão algumas as principais alavancas da descarbonização identificadas no estudo ‘Oportunidades estratégicas para apoiar o setor na transição para uma economia verde’ que a ADIFA espera ver amplamente implementadas nas próximas décadas.


