Os farmacêuticos do HSA entendem que não estão garantidas as condições essenciais para o regular exercício da sua atividade, colocando em causa a segurança, correção e prontidão dos atos farmacêuticos aí praticados. Em comunicado divulgado consta que apesar de todos os esforços que estes profissionais têm vindo a empregar para evitar incidentes ou acidentes que coloquem em causa a vida e a segurança dos doentes, consideram que não estão salvaguardadas as condições básicas para cumprimento da sua obrigação legal de prestar os melhores cuidados a que os doentes têm direito.
A OF considera que esta atitude dos farmacêuticos do HSA é um ato revelador da sua responsabilidade profissional e obrigações deontológicas, com suporte legal no Estatuto da OF e no seu Código Deontológico.
"Temos vindo a alertar para a degradação contínua do número de recursos humanos e das condições para o exercício profissional dos farmacêuticos no SNS", recorda o bastonário da OF, Prof. Doutor Helder Mota Filipe.
Acrescenta que "esta situação que já se fazia sentir antes da pandemia, tem vindo a tornar-se mais grave nos tempos presentes e tem tendência a agravar-se se não forem tomadas as medidas adequadas e proporcionais à gravidade da situação", acrescenta. O Prof. Doutor Helder Mota Filipe alerta ainda para situações semelhantes em várias outras unidades do SNS, que podem levar os seus profissionais a tomar atitudes semelhantes.


