Estudo apresenta diferenças nas prioridades da geração Z e millennials a nível nacional e europeu

05/07/22
Estudo apresenta diferenças nas prioridades da geração Z e millennials a nível nacional e europeu

De acordo com inquérito Merck "Sustentável ou nada. O futuro que os millennials e a geração Z da Europa querem (parte 1)", 90 % dos jovens portugueses inquiridos estão dispostos a alterar os hábitos de consumo para reduzir a pegada de carbono, um aspeto que os destaca dos congéneres europeus (oito valores abaixo).

Ao constatarem diferenças entre gerações, os millennials estão mais envolvidos com a sustentabilidade do que a geração Z, a qual se preocupa mais com a igualdade de género, diversidade e inclusão como pilares para um futuro melhor.

O inquérito promovido pela Merck, com o apoio técnico do GAD3, e que contou com a participação de 6.119 jovens entre os 18 e 35 anos, 612 dos quais portugueses, de dez países europeus, nomeadamente Portugal, Alemanha, Áustria, Espanha, França, Hungria, Itália, Noruega, Polónia e Reino Unido, afere que para os jovens europeus, o tema da sustentabilidade é a prioridade e os portugueses não são exceção. Um estudo feito no ano que a União Europeia elegeu como “Ano Europeu da Juventude”, essencial para a construção de um futuro melhor: mais verde, mais inclusivo e digital.

Embora existam diferenças entre as gerações no que diz respeito ao peso da igualdade, diversidade e inclusão na construção de um futuro ideal para os jovens portugueses, o estudo Merck reflete que este é um tópico comum de conversa tanto para a geração Z como para os millennials. No total, 37 % dos portugueses discutem o tema, um valor acima dos 33 % de média europeia. Olhando especificamente para as gerações, 45 % dos jovens dos 18 aos 24 anos dizem que esse tópico surge com frequência, em comparação com 31 % dos jovens dos 25  aos 35 anos.

"Sustentabilidade, inovação ou igualdade de género, diversidade e inclusão são tópicos importantes ao nível europeu e global e estão perfeitamente em sintonia com os valores e o propósito da nossa empresa", explica o Dr. Pedro Moura, diretor geral da Merck Portugal. "É por isso que perguntámos aos jovens sobre as suas ambições, compromissos e desejos para o futuro de uma Europa forte e necessária, que eles estão já a construir. Os millennials já representam 41 % da força de trabalho global da Merck e os Zs estão a chegar, para nutrir esse talento. E para os atrair e reter é imperioso conhecermos as suas prioridades e aspirações”, acrescenta.

A nível nacional, se fosse dada aos jovens a responsabilidade de escolher quais os desafios globais a enfrentar no caminho para o futuro a que aspiram, a maioria dos millennials escolheria resolver o cancro; na geração Z, cerca de 48 % escolheriam resolver as ameaças ambientais, em pé de igualdade com o cancro.

O estudo Merck quis ainda saber onde investiriam os jovens se fossem líderes do Governo. Em Portugal, 54 % apostaria mais no investimento em investigação científica e tecnológica logo seguida pela criação de políticas de proteção ambiental.

Quando questionados sobre o que é mais importante no momento do envio de um CV para uma empresa, os jovens respondem que o salário continua a ser um fator determinante, mas não só: as iniciativas de igualdade, diversidade e inclusão tomam cada vez mais relevância.

Já sobre os atributos mais importantes para quem lidera, a escolha recai sobre a transparência, honestidade e coragem, apontados pela maioria dos jovens portugueses como atributos de um chefe ideal. O compromisso com a equipa é, para os portugueses e a geração Z, o segundo atributo mais frequente, embora sem atingir a maioria.

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