“Cada vez mais se verifica a necessidade de fazer os portugueses perceberem que não têm um serviço médico de emergência, mas apenas um serviço de socorro, sem qualidade e evidências científicas, que todos os dias apresenta falhas que custam vidas”, lê-se.
A posição daqueles profissionais ocorre após o clínico de urgência médica Dr. Filipe Serralva ter considerado, na quarta-feira, 6 de julho, na Assembleia da República, haver no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa uma “resposta insuficiente” na urgência pré-hospitalar, reclamando para o território uma segunda Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), sediada em Amarante.
“Há uma resposta insuficiente na região. Propomos a troca de uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) por uma VMER”, referiu o médico, numa audição realizada.
Na audição parlamentar também foi ouvido o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Dr. Luís Meira, que disse não sentir que haja “uma resposta diminuída na região” ao nível da urgência pré-hospitalar, admitindo, contudo, que pode ser melhorada.
Observou, por outro lado, não haver “situações em que não seja prestado socorro”, apesar de haver aspetos que carecem de melhoria.
Contudo, de acordo com o comunicado da Associação Nacional de Técnicos de Emergência Médica, “enquanto o atual modelo não sofrer alterações de fundo, essencialmente no que diz respeito à educação e competências das tripulações das ambulâncias, sendo esta a base de resposta”, manter-se-á o “nível de ineficácia dos serviços médicos de emergência”.
“Portugal detém um serviço de socorro que põe em causa a saúde dos portugueses, num sistema integrado de emergência médica incapaz de responder em tempo”, conclui-se ainda no comunicado.
Fonte: Lusa


