Os procedimentos delineados por Crile em 1906 descreveram a forma padrão de CP, e várias modificações foram subsequentemente desenvolvidas. Com os avanços no equipamento e técnicas cirúrgicas, os médicos têm vindo a fazer progressos na melhoria da qualidade de vida sem comprometer a segurança oncológica. A utilização de robôs ou endoscópios para auxiliar procedimentos cirúrgicos tem sido relatada por vários grupos de investigação e pode representar um método potencial para alcançar este objetivo.
Assim, foi realizada uma metanálise para comparar as diferenças entre a cirurgia robótica e convencional do pescoço. Neste sentido, foram pesquisados artigos no PubMed (MEDLINE), Embase, e na Biblioteca Cochrane que relatassem outcomes das duas técnicas de cirurgia do pescoço. Os autores analisaram os dados de cada estudo utilizando um modelo de efeitos aleatórios. Os outcomes avaliados incluíram produção o tratamento de gânglios linfáticos, perda de sangue intra-operatória, incidência de recidiva locorregional e incidência de complicações entre os dois grupos. No grupo da cirurgia convencional observou-se um período operatório significativamente maios longo, mas um período internamento hospitalar mais curto, em comparação com o grupo de cirurgia assistida por endoscópio.
Em comparação com as técnicas convencionais, a cirurgia assistida por endoscopia ou robótica oferece otcomes oncológicos e taxas de complicações semelhantes; contudo, requer um período operativo mais longo. São necessários mais estudos com acompanhamentos a longo prazo e avaliação da satisfação do doente para confirmar a utilização clínica da cirurgiã assistida por endoscopia.
Lee YC, et al. Journal of Otolaryngology - Head & Neck Surgery.2022


