Rastreio e diagnóstico precoce: processos cruciais para detetar um dos cancros mais letais

26/07/22
Rastreio e diagnóstico precoce: processos cruciais para detetar um dos cancros mais letais

O Dia Mundial do Cancro de Pulmão assinala-se a 1 de agosto e para assinalar a data a Fundação Portuguesa do Pulmão deixa alguns números preocupantes e recorda que o rastreio e diagnóstico precoce podem ser cruciais.

Em 2020, foram diagnosticados em Portugal mais de 5000 novos casos de cancro do pulmão.O tempo decorrido entre o início dos sintomas e o diagnóstico pode atingir os 10 meses.

Aquando do diagnóstico, em mais de 60 % dos doentes, o cancro está em fase inoperável. Apenas 16 % sobrevive a mais de cinco anos após o diagnóstico.

Desta forma, o rastreio é um processo crucial para detetar formas precoces de cancro do pulmão, garantindo um aumento substancial na esperança de vida.

Podem considerar-se para rastreio do cancro do pulmão os indivíduos com antecedentes de tabagismo de 30 unidades maço-ano ou mais. As unidades maço-ano são calculadas multiplicando-se o número de maços de cigarros fumados por dia pelo número de anos de fumador.

Adicionalmente, existem atualmente tratamentos inovadores, a imunoterapia e as terapêuticas alvo, que podem aumentar a esperança de vida significativamente (anos em vez de meses) em 60 % dos doentes.

A imunoterapia estimula o sistema imunitário para combater o tumor. As terapêuticas alvo atuam impedindo a expressão de defeitos genómicos provocadores do cancro do pulmão.

Se apresentarem algum dos seguintes sintomas, os doentes devem recorrer imediatamente ao médico assistente:
• Tosse persistente ou alteração das suas características habituais;
• Expetoração mucosa (branca) ou mucopurulenta (amarelada) persistente acompanhando a tosse;
• Expetoração com sangue ou com fios de sangue que persiste dias ou semanas;
• Dor torácica desconfortável e intermitente;
• Cansaço progressivo;
• Falta de apetite e perda de peso.

Partilhar

Publicações