O estudo realizado com ratos sujeitos a processo de envelhecimento até 30 meses, incidiu nas mitocôndrias, organelos que vivem dentro das células, fabricando energia no organismo essencial para a realização de funções vitais. Aquelas têm sido identificadas como atores principais no envelhecimento.
Os investigadores verificaram que o que acelera o envelhecimento é a diminuição dos níveis de NAD+, que resulta na quebra de comunicação entre o núcleo e a mitocôndria da célula, por um processo que envolve as sirtuínas (proteínas). E descobriram que estas têm um papel importante na regulação do agente responsável por recuperar a comunicação intracelular.
As experiências realizadas permitiram a reversão de alguns processos envolvidos no envelhecimento e não de uma inversão da velhice. Com administração um composto endógeno, que permite que as células reponham os níveis de NAD+, é reparada a comunicação núcleo-mitocôndria e consequentemente, toda a função mitocondrial. Como resultado um ratinho de 30 meses passa a apresentar caraterísticas funcionais de um ratinho de 6 meses, face aos parâmetros avaliados. Porém, são ainda necessários mais estudos para chegar a outras conclusões, incluindo o impacto nas doenças relacionadas com o envelhecimento.
"Trata-se de reunir novamente todas as peças para o puzzle ficar completo. Basicamente volta a ligar-se o interruptor para reativar as funções comprometidas durante o processo de envelhecimento", ilustram, em comunicado, os investigadores Anabela Rolo e Carlos Palmeira.
Alguns processos envolvidos no envelhecimento são reversíveis. Eis uma conclusão de um estudo internacional publicado na revista científica "Cell". Liderado por David Sinclair, cientista da Harvard Medical School, conta com a participação de uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (UC).

