Desta estratégia, vão ser incluídas as novas vacinas adaptadas à Ómicron, já aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), sendo que administração das vacinas irá ocorrer nos centros de saúde e de vacinação, estando previstos cerca de 397 pontos de vacinação.
“Nesta campanha, desde o início, serão utilizadas as vacinas adaptadas contra a COVID-19 contendo a estirpe original e a variante Ómicron, aprovadas no dia 1 de setembro pela EMA, dado que essas vacinas têm um perfil de eficácia e segurança adaptado às atuais variantes do SARS-CoV-2 em circulação”, avançou a diretora-geral da Saúde, Dr.ª Graça Freitas.
A campanha de vacinação tem como principal objetivo o de proteger a população mais vulnerável, prevenindo a doença grave, a hospitalização e a morte por COVID-19 e por gripe e mitigar o impacto dessas patologias nos serviços de Saúde, explicou a Dr.ª Graça Freitas, começando por dar prioridade às pessoas com 80 ou mais anos de idade e pessoas com doenças.
Posteriormente, poderão ser vacinadas contra a COVID-19 pessoas com ou acima dos 60 anos de idade, residentes e profissionais de lares de idosos e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, pessoas com 12 ou mais anos com doenças de risco definidas na norma da DGS, grávidas com 18 ou mais anos e também com patologias, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados.
Em simultâneo, nesse dia, 7 de setembro, inicia-se também a campanha de vacinação contra a gripe, em que será dada prioridade às pessoas com 65 ou mais anos de idade, aos residentes e profissionais em estabelecimentos residenciais e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, crianças com seis ou mais meses de idade com patologias, grávidas sem limite de idade, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados.
O anúncio relativo a esta estratégia havia sido anunciado na semana passada pela ministra da Saúde cessante, Prof.ª Doutora Marta Temido, defendendo que o plano pretende ser uma resposta sobretudo destinada à população mais vulnerável, num contexto em que o Governo antecipa “um aumento da procura de serviços de Saúde” nos próximos meses.
Segundo os últimos dados da DGS, 93 % da população tem a vacinação completa contra a COVID-19, 66 % dos elegíveis receberam as vacinas de reforço e 63 % dos idosos com 80 ou mais anos tomaram a segunda dose para reforçar a imunização contra o SARS-CoV-2.
Fonte: Lusa


