Dr. Carlos Cortes é candidato a bastonário da Ordem dos Médicos

29/09/22
Dr. Carlos Cortes é candidato a bastonário da Ordem dos Médicos

“Quero ser um bastonário aglutinador e de proximidade”. Palavras proferidas esta quarta-feira, 28 de setembro, pelo Dr. Carlos Cortes, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) desde 2014, em apresentação, decorrida na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, da sua candidatura ao cargo de bastonário da OM com o lema “Juntos pela Saúde”. As eleições para o triénio 2023/2025 estão marcadas para janeiro.

Os pilares primordiais que motivam a candidatura do Dr. Carlos Cortes a bastonário da OM dizem respeito à união entre todos os médicos, dos setores público, privado e social, tal como ser provedor dos doentes e modernizar a Ordem dos Médicos.

O diretor do Serviço de Patologia Clínica do Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE, desde 2011, e Médico Assistente Graduado Sénior de Patologia Clínica propõe-se a liderar uma OM “autónoma, independente e sempre interventiva, que não seja complacente ou submissa” e garante que será um bastonário “aglutinador e de proximidade”.

Sobre a revisão estatutária decorrente da revisão da lei-quadro das Ordens profissionais, o candidato promete ser “implacável perante qualquer tentativa de intromissão ou ingerência política para instrumentalizar a OM”.
“Esta é a hora de os médicos assumirem a sua posição de liderança para continuar a fazer história neste país, perante a ausência de resposta dos dirigentes políticos.”

A liderança médica é precisamente um dos pilares da candidatura do Dr. Carlos Cortes. “Não acredito na governação dos hospitais sem a liderança dos médicos, sem preponderância clínica. Está mais do que provado que os hospitais mais eficientes, um pouco por todo o mundo, são aqueles cuja liderança é médica”, refere. Neste sentido, propõe o desenvolvimento de uma estrutura capaz de potenciar a criação de lideranças médicas de elevado nível, integrando os conhecimentos na Medicina, na gestão, na humanização e na ética.

Quanto ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Dr. Carlos Cortes defende que é necessário dar condições de trabalho aos médicos, desburocratizando-o e tornando-o mais integrado entre os vários níveis de cuidados.

Pela defesa dos médicos, o candidato acredita que tem de haver uma intervenção legislativa vigorosa para proteger os profissionais contra a violência no local de trabalho e tornar a profissão médica uma profissão de risco e de desgaste rápido. “É imperativo cuidar da saúde mental e física dos médicos, afetados pela exaustão e burnout”, afirma, propondo o reforço e a expansão do gabinete de apoio da Ordem dos Médicos.

Relativamente às carreiras médicas, o presidente da SRCOM defende a expansão e capacidade interventiva deste gabinete da OM.
Quanto à modernização da Ordem dos Médicos, o candidato considera crucial “avaliar e reorganizar os circuitos e fluxos de trabalho administrativo para os tornar mais fluidos e eficientes, implementar definitivamente a transformação digital da OM e rever a sua estrutura orgânica, aproveitando a revisão estatutária decorrente da revisão da lei-quadro das ordens profissionais”.

A formação médica é considerada pelo patologista clínico um dos pilares da Saúde e, como tal, propõe a criação da “Academia OM”, um centro agregador de formação para todos os médicos: “A Ordem tem de fomentar a formação médica, nas áreas onde há mais dificuldades. O objetivo será centralizar a nível nacional todas as formações.”

Nos próximos meses, o Dr. Carlos Cortes propõe-se a continuar o trabalho que tem vindo a desenvolver, escutando e envolvendo os médicos no sentido de “unir a classe” em torno de soluções concretas para o setor. Esta vontade de agregar resultará no lançamento do ‘Fórum Ser Médico Hoje’, uma plataforma de debate e intervenção na qual todos os médicos poderão participar, apresentar ideias e dar o seu contributo.

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