A cobertura vacinal das grávidas, para proteger os filhos contra a tosse convulsa nos primeiros meses de vida, “mantém-se muito elevada”, tendo alcançado 87 % em 2021. Esta cobertura “reflete-se nos casos de tosse convulsa notificados em Portugal no primeiro ano de vida”, refere a DGS, exemplificando: “Em 2015 e 2016 foram notificados, respetivamente, 169 e 361 casos. Nos últimos três anos, estes valores foram significativamente inferiores - cinco casos em 2020, um caso em 2021 e três casos em 2022 (dados provisórios)”.
O sarampo, a doença mais contagiosa evitável pela vacinação, mantém-se eliminado em Portugal e “continua a cumprir todas as metas nacionais e internacionais do Programa Nacional de Eliminação do Sarampo e da Rubéola, registando coberturas vacinais iguais ou superiores a 95 % em crianças e jovens com idade até aos 18 anos”, indica a autoridade de saúde.
A DGS considera ainda estes valores “muito positivos”, no contexto do alerta do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o risco de ocorrência de surtos de sarampo em diversas áreas geográficas. De acordo com a DGS, os resultados da vacinação em Portugal, “que se mantêm consistentes ao longo das décadas, mostram, uma vez mais, o excelente trabalho que é feito pelos profissionais de saúde e a confiança da população no processo de vacinação e no seu impacto”.


