O ministro da Saúde aceitou a proposta do conselho de administração do Centro Hospitalar do Porto e da Administração Regional de Saúde do Norte para que o CMIN tenha o nome do médico que, segundo o próprio Ministério da Saúde, "deu um enorme contributo público na obtenção de ganhos de saúde, que levou Portugal a colocar-se entre os cinco países do mundo com mais baixa taxa de mortalidade maternoinfantil, à frente de países como a Inglaterra, França e Estados Unidos da América".
Albino Aroso foi o médico português que mais influenciou o desenvolvimento da saúde da mãe e da criança em Portugal. E pelo seu trabalho foi um dos 65 médicos de todo o mundo que a Associação Médica Mundial escolheu para figurar na lista de clínicos mais dedicados a causas públicas no campo da saúde.
A sua atividade em prol da promoção do planeamento familiar e da saúde materna e infantil teve especial impacto quando exerceu funções de secretário de Estado da Saúde e como responsável pela Comissão Nacional de Saúde Materna e Neonatal, em 1989.
Nascido em Vila do Conde, a 22 de fevereiro de 1923, Albino Aroso era professor associado jubilado de Ginecologia no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto. Em 2006, recebeu o primeiro Prémio Nacional de Saúde pelos seus "contributos inequívocos, prestados no decurso do seu longo desempenho profissional". Morreu a 26 de dezembro de 2013, no Porto.
Em homenagem a Albino Aroso, recentemente falecido, o Centro Materno Infantil do Norte (CMIN) vai receber o nome do médico e professor que é considerado "o pai do planeamento familiar" em Portugal. A unidade, que está integrada no Centro Hospitalar do Porto, tem a abertura da primeira fase prevista para o início deste ano.

