Esta análise global à equidade no acesso aos cuidados de saúde para pessoas com deficiência demonstra que, embora se tenham conquistado alguns progressos nos últimos anos, o mundo ainda está longe de concretizar esse direito para muitas pessoas com deficiência que continuam com menor qualidade de vida.
A Organização Mundial de Saúde sugere que os Governos, através dos Ministérios da Saúde, em coordenação com os demais sectores da administração pública, devem assumir a responsabilidade no combate às desigualdades existentes na saúde, afirmando taxativamente que “esta obrigação é uma lei internacional dos direitos humanos”.
Em Portugal, no caso concreto da saúde da visão, a Associação de Profissionais Licenciados de Optometria relembra o contributo da atividade dos optometristas nos cuidados primários para a saúde da visão e sublinha a disponibilidade dos Optometristas em enfrentar mais este desafio com a qualidade, segurança e eficácia que lhes são reconhecidas e conferidas pela sua formação universitária.
“Em Portugal, assim como no mundo, a deficiência visual é a maior causa de deficiência e incapacidade. O papel dos optometristas antes, durante e depois da pandemia por COVID-19 evidencia o enorme benefício destes profissionais de saúde ao serviço dos cuidados para a saúde da visão e da população”, afirma o Dr. Raúl de Sousa, presidente da APLO.
A recente iniciativa Saúde da Visão nos Sistemas de Saúde da OMS apresenta um guia de como é possível alargar a cobertura dos cuidados da saúde da visão, investindo pela equidade da saúde visual em Portugal.
O relatório encontra-se disponível aqui.


