Instituições criam rede nacional de museus para a inclusão na demência

31/01/23
Instituições criam rede nacional de museus para a inclusão na demência

Portugal é um dos quatro países da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, com maior prevalência de Demência. Atualmente, registam-se cerca de 200.000 casos de pessoas com demência, sendo que, de acordo com projeções da Alzheimer Europe, este número pode acrescer para as 350.000 em 2050.

A nível nacional, são escassas as ofertas dos museus concebidas especificamente para as pessoas com demência e seus cuidadores, salientando-se a ação pioneira do programa EU no musEU, criado em 2011 pelo Museu Nacional de Machado de Castro, em parceria com a Alzheimer Portugal.

Neste sentido, entendeu-se ser fundamental criar uma rede nacional de museus para a inclusão na demência, no sentido de desenvolver e partilhar boas práticas, capacitar as equipas das instituições culturais e consciencializar a comunidade para o tema das demências, cada vez mais relevante do ponto de vista social e da Saúde Pública.

São doze as entidades que constituem os membros fundadores da rede informal MID – Museus para a Inclusão na Demência: Acesso Cultura, Alzheimer Portugal, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Museu Calouste Gulbenkian, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Museu de Lisboa – EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural), Museu Municipal de Pombal, Museu Nacional Grão Vasco – DGPC (Direção - Geral do Património Cultural), Museu Nacional de Machado de Castro - DGPC e Museu Tesouro da Misericórdia de Viseu – SCMV (Santa Casa da Misericórdia de Viseu).

Esta rede tem como objetivos gerais contribuir para aumentar a autonomia, o bem-estar, a dignidade, a participação social e cultural, assim como a qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus cuidadores; consciencializar as equipas das instituições culturais para a necessidade de criar respostas específicas para as pessoas com demência e seus cuidadores e capacitar as equipas como verdadeiros agentes de mudança, tendo em vista contribuir para uma sociedade mais inclusiva, diminuindo o estigma associado à demência.

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