“Agradeço a todos os médicos que expressaram o seu voto, num verdadeiro ato democrático e plural, bem como a todos os que se envolveram, como candidatos, neste processo eleitoral da nossa Ordem. É aos médicos e aos doentes a quem me dedico e dedicarei nos próximos anos”, referiu o Dr. Carlos Cortes.
O médico patologista clínico, que foi presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, dirigiu também uma palavra de apreço aos cinco candidatos a bastonário, afirmando que será um bastonário agregador e de união da classe médica e que contará com “todos para melhorar a vida dos médicos e dos doentes”.
“Neste momento difícil que atravessamos, exigirei que o papel central dos médicos no sistema de saúde seja reconhecido e valorizado, sem exceções. Serei um bastonário de intervenção no setor - e, nomeadamente, no Serviço Nacional de Saúde. Serei a voz de todos os médicos pela dignificação da profissão, pela melhoria das suas condições de trabalho, pela valorização e segurança do ato médico e pela qualidade da prestação dos cuidados de saúde em Portugal.”
O presidente da Associação Portuguesa de Bioética refere que será “um espaço de reflexão e análise da saúde em Portugal, que pretende envolver todos os profissionais de Saúde”.
“Em quatro meses e meio, conseguimos fazer os médicos voltar a sonhar”, salienta o médico portuense, frisando que “é isto que falta aos médicos e aos profissionais de saúde em geral, autonomia para sonhar”.
O candidato frisa que o grupo, que começou com 12 ou 13 pessoas, depressa se estendeu a mais de 200 médicos que se ofereciam a ser parte integrante da Ordem dos Médicos, para agilizar os processos.
“Um crescimento orgânico e natural, que nos permitiu disputar o lugar de bastonário em poucos meses e que, a cada dia, chamou ainda mais a atenção de muitos outros profissionais de saúde”, frisa o professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
O Dr. Carlos Cortes conclui: “Serei intransigente com quaisquer ingerências externas na nossa Ordem e ameaças à nossa independência. Uma Ordem forte é a força dos médicos", assegurando que será “a voz de todos os médicos” pela dignificação da profissão e melhoria das suas condições de trabalho, bem como pela qualidade da prestação dos cuidados de saúde.


