"Estas sete vagas podem ainda ser muito reforçadas” foi o que o Dr. Manuel Pizarro ouviu explicar do secretário de Estado do Ensino Superior, Prof. Doutor Pedro Nuno Teixeira, este domingo, 2 de abril,
“Porque há, todos os anos, um contingente de cerca de 15 % das vagas que ficam reservadas para pessoas que já cumpriram outra licenciatura poderem aceder ao mestrado integrado em Medicina”, acrescentou o ministro.
E disse: “o que o Governo vai fazer, neste caso através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, é garantir que todas essas vagas são ocupadas”.
Se uma parte não for ocupada, “elas serão transferidas para o contingente geral, o que significará um reforço que o secretário de Estado estimou entre 150 e 200 vagas e esse é já um número com um significado”, frisou.
No âmbito da iniciativa Saúde Aberta, do Ministério da Saúde, o Dr. Manuel Pizarro e os secretários de Estado da Saúde e da Promoção da Saúde, Dr. Ricardo Mestre e Dr.ª Margarida Tavares, respetivamente, estão hoje a percorrer todos os 14 concelhos do Alentejo Central.
O objetivo é conhecer as unidades e investimentos em curso e dialogar com a população, profissionais de saúde, órgãos dirigentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e autarcas.
De acordo com o número de vagas do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior, divulgado no domingo pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tutelado pela Prof.ª Doutora Elvira Fortunato, “a generalidade dos cursos de Medicina mantém o mesmo número de lugares, que totalizam 1.541 vagas”.
As sete novas vagas são nas universidade de Coimbra (cinco) e do Minho (duas), noticia o jornal Expresso.
O Dr. Manuel Pizarro informou hoje que o grupo de trabalho conjunto a criar entre o Ensino Superior e a Saúde, anunciado pela ministra Prof.ª Doutora Elvira Fortunato “visa ultrapassar as dificuldades” existentes na área da formação.
“É um grupo de trabalho que visa estudar a realidade atual, verificar se há necessidade de ampliar o número de vagas, se é possível ampliar o número de vagas nas atuais faculdades de Medicina públicas, que são oito, ou se é necessário alargar a formação a outras estruturas públicas de ensino superior”, afirmou, esperando o relatório ainda este ano.


