Estudo indica que cada vez mais pessoas olham para a sua saúde de forma holística

06/04/23
Estudo indica que cada vez mais pessoas olham para a sua saúde de forma holística

Com o objetivo de apurar a forma como a saúde é percecionada por indivíduos, foi realizado um questionário a 19 mil inquiridos de 19 países do mundo que evidenciou uma resposta geral para uma perspetiva de saúde holística, enquanto um estado de completo bem-estar assente em quatro pilares: física, mental, social e espiritual.

O estudo mostrou que, atualmente, a perceção da saúde é mais ampla: no momento de avaliar se são ou não saudáveis, os inquiridos mostram valorizar as quatro dimensões da saúde. No caso da saúde física e mental, 85 % dos inquiridos classificam-nas como sendo muito ou extremamente importantes. O mesmo sucede com a saúde social e a saúde espiritual, também classificadas como muito ou extremamente importantes, num total de 70 % e 62 %, respetivamente.

O estudo evidencia uma tendência para a desconstrução do conceito de saúde: 40 % dos inquiridos que relatam sofrer de alguma doença continuam a classificar a sua saúde como sendo boa ou muito boa, justificando a ideia de que ser-se saudável não se restringe apenas à ausência ou presença de doença, mas a um conjunto de diferentes fatores que contribuem para que se sintam efetivamente saudáveis. Por outro lado, mais de 20 % dos indivíduos que não identificam qualquer doença, consideram estar bem, mal ou muito mal de saúde.

A pesquisa conduzida pelo McKinsey Health Institute (MHI) reporta, também, que a idade nem sempre está diretamente relacionada com os níveis e perceções de saúde. Dos inquiridos com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, 70 % declararam boa ou muito boa saúde no geral, e 60 % das pessoas com idades compreendidas entre os 75 e os 84 anos atribuíram a mesma classificação. Por outro lado, em 15 dos 19 países analisados, os grupos etários mais velhos atribuíram pontuações mais elevadas do que os mais jovens em algumas dimensões da saúde, nomeadamente a saúde mental.

Globalmente, verificou-se um acréscimo de 10% dos inquiridos com mais de 65 anos que classificaram a sua saúde mental como boa ou muito boa, por comparação aos entrevistados entre os 18 e os 24 anos. O mesmo se verifica no caso da saúde social: um maior número de indivíduos com menos de 24 anos relatou ter saúde social regular ou fraca, por oposição aos inquiridos com mais de 65 anos.

 O estudo “In sickness and in health: How health is perceived around the world” realizado pela consultora e entidade McKinsey Health Institute pode ser consultado aqui.

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