Ligeiramente diferente do formato dos anos anteriores, o dia 15 abril terá o formato online e será dedicado às publicações científicas nos últimos dois anos na área da nutrição clínica apresentado sob a forma de jornal club e ministrado por experts conceituados nacionais e internacionais, seguido de dois dias presenciais.
O primeiro dia do congresso, 15 de abril, terá um formato online e vai contar com diferentes formatos, desde Journal Club com a discussão de variados temas que vão desde “o papel da nutrição no doente crítico”; “Nutrição artificial em Pediatria” até questões relacionadas com o “impacto da Nutrição na mortalidade do doente crítico”. Também palestras internacionais serão organizadas ao longo do dia e em paralelo mesas nacionais subordinadas a diferentes tópicos. Os simpósios fazem parte também deste dia de trabalho. Um dos quais dedicado à discussão dos “cuidados nutricionais na população geriátrica” e o outro a abordar os “Cetoanálogos na Doença Renal Crónica.”
No dia 17 e 18 de abril terá lugar um congresso com múltiplas salas em simultâneo com uma grande panóplia de temas e uma variedade de cursos ESPEN LLL distribuídos pelos dois dias. No total estão contabilizados 150 palestrantes internacionais de língua oficial portuguesa e cinco salas em simultâneo.
No primeiro dia de congresso presencial serão discutidas temáticas relacionadas com o doente em estado crítico; Peri-operatório e complicações no pós-operatório contando com casos clínicos. Vai também ser debatida a absorção, obstipação e diarreia no doente crítico, compreendendo o papel do enfermeiro, além da interação entre o exercício físico e a intervenção nutricional em destaque.
Nesse mesmo dia existirá uma abordagem pediátrica com foco na Nutrição e realização de três simpósios (Danone Nutricia, Fresenius Kabi e Nestlé Health Science). Temas como a “Pediatria” “A malnutricão nos Cuidados de Saúde Primários”; “Ética na Nutrição clínica”; “nutritionDay: Resultados de Portugal”; “Atualidades em Gastrenterologia”; “Importância da equipa multidisciplinar na gestão da Nutrição clínica na UCI”; “Política e Gestão da Nutrição Clínica/Hospitalar”, fazem ainda parte da discussão deste primeiro dia. Por último, o tema da “Imunoalergologia e Nutrição em íntima relação” vai ser também abordada.
Ainda neste dia terão lugar dois cursos ESPEN LLL, um deles dedicado ao “Nutritional Support in Cancer” e o outro ao “Nutrition in Older Adults”.
Já no dia 18, temas como: “Obesidade em idade pediátrica”; “Considerações especiais sobre alimentação”; “Obesidade da Infância à idade adulta”; “Cirurgia bariátrica: o que sabemos até agora?”; “Rastreio nutricional a nível hospitalar”; “Identificação do risco nutricional na pessoa idosa: a importância da articulação institucional nos territórios municipais”; “Monitorização nutricional no doente crítico” e “Nutrição parentérica domiciliária” são algumas das temáticas que fazem parte da discussão entre oradores e os participantes. No que se refere aos cursos ESPEN LLL, um será dedicado ao “ICU Nutrition: Treatment and problem solving” e o outro irá abordar “Nutricional Support in the Perioperative Period”. Ainda neste dia será organizada uma mesa-redonda com administradores hospitalares sobre o impacto económico da malnutrição associada à doença nos hospitais.
Segundo o Dr. Aníbal Marinho, Presidente da APNEP “este encontro vai permitir contribuir para colocar uma vez mais na ordem do dia o tema da Nutrição e da malnutrição associada à doença, temáticas de Saúde Pública que permanecem subdiagnosticadas e subvalorizadas. Apesar de não conhecermos os números reais deste flagelo, é reconhecido que os números da malnutrição crescem diariamente na comunidade, especialmente junto da população idosa que apresenta, na sua maioria, um maior risco de vulnerabilidade nutricional. A atual crise económica vem agravar a premência do debate sobre a malnutrição e a instituição de planos de ação que mitiguem o aumento desta realidade em Portugal. Este tipo de encontros permite-nos revelar as necessidades ao nível do tema da Nutrição no nosso país, onde o rastreio nutricional já está implementado a nível hospitalar, mas urge a sua implementação nos Cuidados de Saúde Primários, e ao contrário da maioria dos países europeus, a acessibilidade equitativa à nutrição clínica continua, também, por alcançar.
Não podemos perpetuar esta dicotomia de vivermos num país em que a esperança de vida à nascença seja equiparada à dos países mais desenvolvidos do mundo e ao mesmo tempo aceitarmos que a população com mais de 65 anos de idade tenha uma má qualidade de vida e com pouca saúde. O envelhecimento da população é uma realidade cada vez mais presente a nível mundial e urge que se tomem medidas urgentes para proteger as pessoas idosas. O combate à malnutrição tem de ser um desígnio nacional.”
Consulte o programa dos dias 17 e 18.
As inscrições deverão ser feitas exclusivamente através do site da APNEP: www.apnep.pt.


