Novo aliado no combate à DPOC

28/01/14

nf RG 7240 d21ecA Novartis apresentou uma recente inovação terapêutica no tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva (DPOC), uma doença pulmonar de evolução progressiva, potencialmente fatal, associada ao tabagismo, que provoca a obstrução do fluxo de ar nos pulmões, resultando em crises debilitantes de falta de ar com um impacto significativo na vida dos doentes.

 

A terapêutica consiste num broncodilatador anticolinérgico de nova geração, indicada para o tratamento de manutenção da DPOC, com uma única inalação diária, aumentando e mantendo por 24 horas a capacidade respiratória do doente.

 

A DPOC afeta 210 milhões de pessoas a nível mundial e é atualmente a quarta principal causa de morte, responsável por cerca de 6% de todas as mortes no mundo. Prevê-se que venha a ser a terceira principal causa de morte em 2020. Em Portugal, estima-se que a DPOC afete 14,2% da população.

 

Em comunicado, José Agostinho Marques, diretor do Serviço de Pneumologia do Hospital de São João, explica que "no tratamento da DPOC a adesão do doente à terapêutica é fundamental para controlar os sintomas e progressão da doença e para isso contribuem um conjunto de fatores nomeadamente os dispositivos de inalação. No caso desta recente terapêutica, de rápido início de ação, o doente consegue controlar a inalação graças ao mecanismo que lhe permite ouvir um som, sentir um sabor característico e controlar visualmente a administração do medicamento devido à transparência das cápsulas".


Embora muitas vezes considerada uma doença da população idosa estima-se que 50% dos doentes tenham idade inferior a 65 anos, encontrando-se no auge da sua capacidade contributiva e de responsabilidade familiar. A DPOC está associada a reduções na força do trabalho e no absentismo laboral, uma vez que 20% a 40% dos doentes tendem a aposentarem-se prematuramente devido à doença, conduzindo ao aumento dos custos de utilização dos cuidados de saúde, reduzindo o contributo para os impostos e pensões e aumento dos custos com subsídios por invalidez.


Na União Europeia, os custos de saúde diretos da DPOC foram calculados em 38 mil milhões de euros, o que representa mais de metade do custo global de todas as doenças respiratórias e 6% do orçamento total da Saúde. Além destes, também os custos indiretos são muito elevados. A Organização Mundial de Saúde estima que a DPOC resulte numa perda anual de produtividade 27 mil e 700 anos a nível mundial.


Na Europa, estima-se que 4% a 10% dos adultos venham a ser afetados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o total de mortes por DPOC deverá aumentar em mais de 30% nos próximos 10 anos, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para reduzir os fatores de risco.

 

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