Consumo de bebidas alcoólicas e tabaco: a realidade portuguesa

19/05/23
Consumo de bebidas alcoólicas e tabaco: a realidade portuguesa

Quase 20 % da população portuguesa maior de 16 anos consome bebidas alcoólicas diariamente, valor que sobe para 33,7 % nos reformados, e 14,1 % fuma todos os dias, revelam dados hoje, 19 de maio, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas.

Os dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2022 pelo INE indicam que o consumo diário “era significativamente mais elevado nos homens (31,5 %) do que nas mulheres (8,5 %) e na população idosa, registando percentagens mais elevadas no grupo dos 65 a 74 anos (34,7 %)”.

Quase 20 % da população com 16 ou mais anos referiu ter consumido bebidas alcoólicas diariamente durante os 12 meses que precederam à entrevista, enquanto 18,4 % fizeram-no algumas vezes por semana, 12,3 %, algumas vezes por mês (mas não semanalmente), e 14,2 %, mais raramente (algumas vezes no ano) e 35,8 % referiram não ter consumido qualquer bebida alcoólica naquele período.

“A proporção de pessoas que consumiam álcool diariamente e com nível de escolaridade até ao ensino básico representava mais do dobro das que tinham completado o ensino superior”, refere o INE, salientando que 33,7 % dos reformados indicavam ter consumido bebidas alcoólicas todos os dias, valor bastante mais elevado que o referido pela população ativa (15,7 % no caso dos empregados e 15,4 % no caso dos desempregados).

Na análise ao uso do tabaco, o INE concluiu que 14,1% da população com 16 ou mais anos fuma diariamente, resultado ligeiramente inferior ao obtido com base no Inquérito Nacional de Saúde realizado em 2019 (14,2 %).

O consumo era ocasional para 2 % da população, sendo que a distribuição do consumo regular de tabaco era mais frequente no homens (19,7 %) do que nas mulheres (9,2 %), nas pessoas dos 25 aos 64 anos (entre 18 % e 21 %) e na população que tinha completado o ensino secundário (17,2 %).

"Os estudos científicos mostram que o rastreio se traduz num benefício enorme para os indivíduos com fatores de risco acrescidos.”

 

Fonte: Lusa

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