O envelhecimento da população e a prevalência das doenças crónicas, não só em Portugal, mas na Europa, colocam enormes desafios à sociedade atual devido à pressão gerada nos sistemas de saúde que afeta o seu financiamento e a sua sustentabilidade. «Em resposta a estes desafios são necessárias políticas de investimento nos determinantes em saúde e na prestação de cuidados de saúde ao longo de todo o ciclo de vida do cidadão, que assegurem um envelhecimento ativo e saudável. Para isso, é urgente uma articulação interministerial e uma colaboração intersectorial entre setor público, privado, social e a comunidade. A participação ativa dos cidadãos na definição e implementação dessas políticas contribuirá para uma sociedade mais inclusiva, saudável e sustentável.», adianta a Dr.ª Maria do Rosário Zincke, presidente da Direção da Plataforma Saúde em Diálogo.
O tema da “Longevidade: Doença Crónica e Cidadania Ativa” vai ser debatido na segunda edição do Fórum ‘’Saber mais para Apoiar Melhor’’, uma iniciativa que resulta da colaboração entre a Plataforma Saúde em Diálogo ea Novartis e que conta com a participação de associações de pessoas que vivem com doença crónica e vários parceiros do setor.
“Uma economia competitiva só é possível se tivermos uma população saudável e ativa e a produzir riqueza de forma estável e duradoura’’, na opinião do Dr. Rui Martins, Economista da Saúde, da Global Market Access Solutions (GMAS) que intervirá no painel de discussão dedicado ao tema “A Transformação epidemiológica e a carga social da doença crónica – Como podem os cidadãos alterar o paradigma?»
“Qualquer condição de doença que reduza as capacidades de participação laboral, temporária ou definitiva, diminui as receitas do Estado e aumenta o recurso a apoios sociais por subsídio de doença, desemprego, invalidez ou reforma antecipada”, acrescenta o Dr. Carlos Oliveira, presidente da Federação Nacional das Associações de Doenças Crónicas.
O Fórum “Saber mais para Apoiar Melhor” pretende afirmar-se como um espaço de reflexão sobre temas prioritários da agenda da saúde dos cidadãos, com a participação das associações de pessoas que vivem com doença crónica, decisores políticos e outros stakeholders da área da saúde.


