Hospital Garcia de Orta obtém aprovação europeia para aproveitamento de plasma

30/05/23
Hospital Garcia de Orta obtém aprovação europeia para aproveitamento de plasma

O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, obteve aprovação europeia para aproveitamento de todo o plasma dos seus dadores para produção de matéria-prima para medicamentos.

Em comunicado o hospital, localizado no distrito de Setúbal, explica que está autorizado pela Direção-Geral da Saúde para todas as atividades da cadeia transfusional, desde a colheita, à análise, processamento, disponibilização e distribuição de sangue e obteve agora aprovação da Agência Europeia do Medicamento (EMA), para integrar o programa ‘Plasma Master File’.

Com esta aprovação, o HGO integra o Programa Estratégico Nacional de Aproveitamento do Plasma, do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, ficando capacitado para o integral aproveitamento do plasma dos seus dadores.

O HGO adianta no comunicado que passa a aproveitar todo o plasma dos seus dadores para produção de matéria-prima para medicamentos dele derivados, tais como albumina humana, imunoglobulinas e fatores de coagulação, contribuindo para minimizar a escassez desta matéria-prima na Europa.

A Dr.ª Teresa Machado Luciano, presidente do Conselho de Administração do HGO, diz, citada no comunicado, que a aprovação pela EMA é o concretizar do compromisso assumido pelo Conselho de Administração com a estratégia de Portugal e da Europa nesta matéria e que só foi possível “graças ao profissionalismo, qualidade e envolvimento de todos os profissionais”.

O plasma é uma solução aquosa, que representa cerca de 55 % do volume total de sangue no nosso corpo e é constituído por água (cerca de 92 %) e proteínas (8 %) (albumina, imunoglobulinas e fatores da coagulação) e ajuda outros componentes do sangue a circular por todo o organismo e a controlar a perda de sangue excessiva.

No comunicado o HGO acrescenta que a Europa importa anualmente dos Estados Unidos cerca de 40 % das necessidades de plasma e que devido à pandemia de COVID-19 e à guerra na Ucrânia, os EUA viram reduzida a sua colheita de plasma em cerca de 10 %, diminuindo a sua capacidade de resposta às necessidades europeias em dois terços da sua produção, e encarecendo os preços associados a este derivado.

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