O fármaco lecanemab foi desenvolvido pela farmacêutica japonesa Eisai, em colaboração com a americana Biogen. Justificando a autorização completa do fármaco, a diretora interina do Departamento de Neurociências do Centro de Avaliação e Investigação de Medicamentos da FDA, a Dr.ª Teresa Buracchio, refere que um último ensaio clínico confirmou que o lecanemab "é seguro e eficaz" para doentes de Alzheimer.
O ensaio clínico, que envolveu 1.800 doentes, demonstrou uma "redução significativa" da deterioração cognitiva, permitindo na quinta-feira a aprovação completa do medicamento depois de uma aprovação preliminar em janeiro, de acordo com a FDA.
O regulador norte-americano admitiu, no comunicado, que o novo medicamento pode gerar efeitos secundários como dor de cabeça ou inflamação e hemorragias no cérebro, que desaparecem com o tempo, mas que, em casos raros, podem ser fatais.
A FDA desaconselha o uso de lecanemab, administrado por via intravenosa, em doentes que tomam medicação anticoagulante, uma vez que aumenta o risco de hemorragias cerebrais.
O medicamento deve ser prescrito a doentes com degradação ligeira das funções cognitivas e em estádios precoces da doença.
Fonte: Lusa


