Desenvolvido pela IQVIA, o estudo contabiliza 21 266 anos de vida perdidos em 2019, o que, assumindo uma esperança média de vida de 83 anos, equivale à morte de 256 mulheres à nascença.
De notar que este tipo de cancro afeta frequentemente mulheres em idade ativa: no período em análise, foram diagnosticados 1 272 novos casos, com maior incidência na faixa etária dos 45 aos 49 anos.
Os dados apresentados demostram o impacto da doença na vida profissional: das 7 052 doentes diagnosticadas com CMTN, apenas cerca de 30 % mantêm a sua atividade laboral. O estudo revela que 71 % das mulheres com doença não metastática suspende a atividade profissional ou abandona o mercado de trabalho em definitivo. Em caso de doença metastática, 95 % das doentes suspende a atividade ou abandona definitivamente o mercado de trabalho. No relatório, estão contabilizados 1 300 anos perdidos por incapacidade, o que representa um impacto anual negativo na economia de 23 milhões de euros.
O CMTN apresenta características distintas de outros subtipos de cancro da mama, o que requer uma abordagem específica no diagnóstico e no tratamento. Enquanto parceiro ativo na promoção da Saúde, a MSD pretende com este estudo esclarecer e alertar a população sobre este tipo de tumor e sensibilizar os stakeholders da área para garantir mais e melhor qualidade de vida às doentes.


