“É com grande entusiasmo que o Porto e Portugal acolhem este escritório. Vai permitir que Portugal produza conhecimento numa área tão importante”, disse o governante, em conferência de imprensa.
Já o diretor Regional da OMS/Europa, Dr, Hans Henri Kluge, considerou “claro que a saúde digital é o futuro”.“Neste aspeto, não há vencedores nem perdedores. Todos ganham. A saúde na região Europeia pode e deve ser global. Todos os relatórios mostram que a maioria dos países que já têm uma estratégia clara no campo da saúde digital têm alcançado ganhos”, disse o diretor.
Ao lado o ministro da Saúde português e do diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Dr. Fernando Araújo, Dr. Hans Henri Kluge destacou que “é necessário incrementar a literacia na saúde digital”. “Ninguém deve ficar para trás”, frisou.
Questionado sobre que tipo e quantos profissionais vão trabalhar neste novo escritório, nomeadamente se está previsto que sejam de várias nacionalidades e formações, Dr. Hans Henri Kluge não avançou com números e explicou que o modelo será semelhante a outros escritórios da OMS instalados em outras latitudes, mas “sem cometer erros já cometidos”.
“Usamos a experiência do país acolhedor e alargamos aos restantes, incluindo os países de língua portuguesa espalhados pelo mundo. Os nossos melhores profissionais e especialistas estarão disponíveis para o desenvolvimento deste escritório e para ajudar quem nele trabalhará. Será uma troca das melhores práticas usadas por todos os membros da OMS/Europa”, referiu.
O diretor regional considerou que “não há tempo a desperdiçar”, mas não quis avançar com datas precisas para a abertura do escritório. “Tendo em conta o que o Ministério está a fazer diria que será em breve. Estamos a trabalhar rápido, mas todos os requisitos legais têm de ser assegurados”, concluiu.


