Estudo indica que a anemia afetou quase dois mil milhões de pessoas em 2021

12/09/23
Estudo indica que a anemia afetou quase dois mil milhões de pessoas em 2021

Três investigadores portugueses da Egas Moniz School of Health & Science participaram num novo estudo desenvolvido pelo Institute for Health Metrics and Evaluation, que concluiu que os casos de anemia a nível mundial  continuam a ser elevados, tendo afetado 1,92 mil milhões de pessoas em 2021. O artigo  publicado recentemente pela The Lancet Haematology, tem como objetivo ajudar no  desenvolvimento de intervenções em saúde relevantes na gestão e prevenção desta  condição clínica. 

Esta investigação, onde foram analisados dados representativos de 1990 a 2021, relativos a 204 países, alerta para as disparidades persistentes da prevalência desta  doença quanto à idade, o género e a localização geográfica. A anemia é um problema  de saúde generalizado a nível mundial, associado a maus resultados sanitários, ao  aumento da morbilidade e da mortalidade e a custos substanciais para a saúde e para  a economia. Estima-se que um quarto da população mundial seja anémico, com o número de casos a ter uma maior representação nas mulheres adultas e jovens, grávidas e crianças com menos de cinco anos. 

A Dr.ª Vanessa Machado, investigadora na Egas Moniz School of Health & Science, participou nesta investigação internacional e indica que “a principal causa de anemia foi  a deficiência de ferro na alimentação (66,2 % de todos os casos). A nível global, em  2021, 31,2 % das mulheres tinham anemia, em comparação com 17,5 % dos homens,  sendo que o maior número de casos se regista na África Subsariana e no Sul da Ásia”.  Acrescenta ainda que “com estes resultados, pretendemos contribuir para uma saúde de qualidade, um objetivo de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas”. 

Através deste estudo financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, é possível concluir  que, nos últimos 30 anos, o panorama global da anemia melhorou, com a prevalência  de casos a diminuir cerca de 4 % em relação a 1990, contudo continuam a existir  disparidades que preocupam a comunidade científica. Os dados resultantes da  investigação poderão ser importantes para desenvolver planos de intervenção e tratamento mais abrangentes, de acordo com o objetivo global de nutrição da OMS, que  apela a uma redução de 50 % na prevalência da anemia entre as mulheres em idade  reprodutiva (15-49 anos), até 2030. 

Reconhecendo a qualidade científica e pedagógica dos seus contributos, a Egas Moniz  School of Health & Science foi recentemente considerada a melhor universidade privada  portuguesa no Ranking de Inovação, pela SCImago Institution Rankings. Para além  disso, foi também reconhecida como primeira classificada no contexto dos ODS 1 e 3, respetivamente Saúde de Qualidade e Erradicar a Pobreza, entre as instituições de  ensino privadas do país e como segunda no ranking nacional, no Impact Ranking do Times Higher Education.

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