“Chegámos até aqui graças ao esforço, perseverança e visão dos que foram vendo mais rápido do que era normal no seu tempo”, começou por dizer o Ministro da Saúde, na sua intervenção. “Quero agradecer a todos os que continuam a dar o seu melhor numa área tão complexa como a da oncologia”, prosseguiu o Dr. Manuel Pizarro.
“Os profissionais desta casa são a razão pela qual se pode dizer que a confiança vive aqui”, enalteceu o governante, em referência ao slogan do IPO, lembrando que os resultados que o país tem conseguido, em particular no Serviço Nacional de Saúde, “são resultados conseguidos coletivamente enquanto sociedade e enquanto nação”.
O Dr. Manuel Pizarro aproveitou a ocasião para destacar de forma especial os resultados que Portugal tem conseguido na área da oncologia, em particular no indicador da sobrevida a cinco anos. De acordo com o relatório do Registo Europeu de Desigualdades do Cancro, divulgado no início deste ano, Portugal regista melhores resultados nos principais tumores: próstata 91 % (UE 87 %); leucemia em idade pediátrica 90 % (82 %); mama 88 % (83 %); colo do útero 66 % (64 %); cólon 61 % (60 %); pulmão 16 % (15 %).
Para o ministro, Portugal tem excelentes resultados de acesso a tratamento, representando agora um novo desafio o controlo do aumento da incidência em cancros evitáveis. Neste contexto, o Dr. Manuel Pizarro explicou que o principal objetivo da nova Lei do Tabaco passa precisamente por evitar uma nova geração de fumadores e sublinhou que “precisamos muito da autoridade científica e moral dos profissionais do IPO no combate ao tabagismo”.
Sobre a nova lei, elencou que como principal objetivo estender a proibição de fumar a todos os espaços públicos fechados ou casos equivalentes, equiparar as novas formas de apresentação ao tabaco de combustão e reduzir o número de postos de venda de tabaco, por serem também locais de publicidade ao produto. O governante disse ainda que, simultaneamente, vão trabalhar em medidas adicionais como o aumento do acesso a consultas de cessação tabágica.


