De acordo com o CHMT, a escolha do Serviço de Ortopedia para o primeiro CRI do CHMT, que foi contratualizado para o quadriénio 2023-2026, não é casual: a equipa multidisciplinar liderada pelo Dr. Amílcar Valverde, diretor de Serviço de Ortopedia e do CRI Orto, traçou como objetivo acabar com a lista de espera cirúrgica desta especialidade acima dos tempos médios de resposta garantida do Serviço Nacional de Saúde até ao final deste ano.
Segundo dados do Centro Hospitalar, em 2021, os tempos de espera cirúrgica era de 468 dias (cerca de 15 meses) e, em 2022, rondavam os 10 meses (301 dias).
Com o planeamento trimestral do CRI anunciado, o total de cirurgias programadas do CHMT em Ortopedia para 2023 vai crescer das 1.392 previstas para as 1.511 (mais 119), vai realizar “mais 11 % de cirurgias de anca feitas nas primeiras 48 horas” e “menos 63 % de cirurgias reagendadas, face a cancelamentos”, acrescentou o Dr. Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMT.
Para o último trimestre de 2023, o CRI Orto do CHMT pretende que 62 % das consultas sejam feitas nos tempos máximos de espera de resposta garantida, “quando, em 2022, apenas 3,1% o eram”, indicou o Presidente do CA do CHMT.
Os CRI são geridos por equipas multidisciplinares de profissionais de saúde que têm autonomia para definir estratégias e objetivos com o propósito de levar mais e melhores cuidados de saúde às populações, potenciando a capacidade instalada preexistente nos hospitais, reduzindo, assim, as listas de espera.
Fonte: SNS


