Doutorado em Saúde Comunitária pela Universidade de Nottingham, Tedros Ghebreyesus refletiu sobre os últimos seis anos na liderança da OMS, um período de intensa mudança, progresso e exigência para a organização, que resultou em iniciativas como o reforço do Programa de Emergências da OMS, a criação do Centro de Informação sobre Pandemias e Epidemias da OMS em Berlim, e uma nova estratégia de financiamento sustentável.
“Não esperava declarar o nível de alarme mais elevado da OMS durante o meu mandato como diretor-geral. Antes da COVID-19 ter tomado conta do mundo, afirmei que uma potencial pandemia de um agente patogénico respiratório era o que me mantinha acordado à noite”, afirma.
O diretor-geral da OMS mencionou ainda a importância de se aprender com a pandemia e de se fortalecer a preparação global para futuras crises de saúde – por exemplo, através de um acordo internacional sobre pandemias, cuja proposta será discutida na Assembleia Mundial da Saúde em maio de 2024 – sublinhando a necessidade de cooperação contínua entre governos, sociedade civil e organizações internacionais: “o mundo não estava preparado, e continua a não estar preparado para a próxima pandemia. Mas podemos estar se tomarmos medidas, incluindo o reforço da colaboração e da cooperação a nível mundial, com base na equidade, investindo na preparação, prevenção e resposta a pandemias.”
“Os países de todo o mundo estão a tomar uma iniciativa histórica para desenvolver e adotar um acordo jurídico internacional destinado a evitar uma repetição da COVID-19, num esforço e uma oportunidade verdadeiramente geracionais para proteger milhões de pessoas do sofrimento e das perturbações que já vimos que as pandemias são capazes de provocar”, acrescenta.
Tedros Ghebreyesus reforça a necessidade de equidade, saúde pública e saúde comunitária como sua missão de vida.
Enquanto Ministro da Saúde da Etiópia, implementou uma reforma global do sistema de saúde do país, assente na cobertura universal dos cuidados de saúde e na prestação de serviços a todas as pessoas, mesmo nas zonas mais remotas. Enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros, teve a experiência de trabalhar e de me relacionar a nível mundial, defendendo a importância da saúde noutros sectores e no âmbito das relações internacionais.
“Acima de tudo, o que fiz foi seguir o meu coração. Este simples conselho é algo que partilho com os jovens que conheço, quando me pedem conselhos sobre o seu futuro”, conclui o diretor-geral da OMS.
Fonte: FMUC


