A estreia nacional faz-se no Hospital de Santa Maria, no Porto, hoje, 6 de fevereiro. É aqui que será instalado o primeiro MAKO no nosso país. Rui Pinto, diretor clínico deste hospital, explica que “a adoção deste dispositivo é crucial para melhorar a nossa prática na área das cirurgias de substituição das articulações da anca e do joelho. Temos de aproveitar os benefícios que a tecnologia inovadora proporciona aos doentes, durante e após os procedimentos cirúrgicos. Estamos muito entusiasmados de sermos os primeiros a receber esta tecnologia e de a implementar de forma a proporcionar melhor qualidade de vida e conforto a todos os que dela vão beneficiar.”
Ao contrário da tecnologia já disponível, que recorre a marcadores do doente e a algoritmos que reproduzem o modelo de articulação do doente, o MAKO é o único robot ortopédico que utiliza a TAC do doente para reproduzir o modelo 3D da sua articulação, permitindo pela primeira vez falar de medicina personalizada, no tratamento de substituição da articulação da anca e do joelho.
A tecnologia que utiliza, a Accustop, garante que o braço robótico não ultrapassa as margens de ação definidas previamente pelo cirurgião, protegendo todas as estruturas fundamentais da articulação e evitando a agressividade de exposições de estruturas desnecessárias. Ou seja, com maior precisão e segurança, conduz a uma menor exposição e a um menor dano nos tecidos moles, e uma maior conservação do osso, o que, por sua vez, permite reduzir o erro e aumentar a confiança na cirurgia.
Para os serviços de saúde, isto traduz-se numa redução significativa de recurso a opiáceos e outros analgésicos a utilizar, de custos de esterilização, custos de internamento, uma redução de futuras revisões, de custos da duração da fisioterapia, entre outros. Mas além do impacto económico e do facto de ser uma mais-valia para os cirurgiões, isto significa, para o doente, uma recuperação da mobilidade e autonomia mais rápida e eficiente, por implicar menor “agressividade cirúrgica”, com menor traumatismo articular, maior proteção das partes moles, menor risco de luxação articular no caso da anca; uma diminuição da dor no pós-operatório imediato, com consequências na reabilitação, que pode ser mais rápida e melhor tolerada pelo doente; menos tempo de internamento; mais segurança e, sabendo que um número muito significativo das revisões das próteses são originadas por um mau posicionamento dos implantes, a médio prazo, uma redução do número de revisões pela má técnica de implantação da prótese.
Benefícios confirmados pelos doentes de outros países – ao todo, foram realizadas mais de 2(dois) milhões de cirurgias em todo o mundo com a tecnologia MAKO -, que relataram diminuição dos tempos médios de internamento e, ao mesmo tempo, melhoria dos resultados obtidos.
Salvador Cerqueiro, Iberia Managing Director da Skymedical, a empresa responsável pela introdução do MAKO em Portugal, numa parceria com o fabricante Stryker, confirma o entusiasmo com a chegada desta inovação. “Estamos entusiasmados em unir forças com as instituições de saúde, como o Hospital de Santa Maria, proporcionando acesso a uma ferramenta com potencial para melhorar as cirurgias de substituição de articulações, com resultados e tempos de recuperação ainda melhores para os doentes.”


