O ministro afirmou que as taxas moderadoras são, muitas vezes, tópico de discussão, "mas sem grande justificação: as taxas foram revistas, responsabilizando os cidadãos por uma utilização equilibrada dos serviços mas isentando as populações mais vulneráveis".
As receitas das taxas moderadoras representam menos de 2% do orçamento total do Serviço Nacional de Saúde e o número de cidadãos isentos aumentou, afirmou Paulo Macedo.
O ministro revelou ainda que estão em investigação, por suspeitas de fraude, casos que envolvem 200 milhões de euros e que ocorreram nos últimos dois anos.
"Devemos cortar despesa em saúde com desperdício, fraude e rendas excessivas", referiu Paulo Macedo. Aumento da eficiência foi outro dos caminhos apontados pelo ministro para garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.
PPP são referência na saúde, diz Salvador de Mello
Os hospitais que resultam de parcerias público-privadas (PPP) são uma referência para o sistema de saúde em Portugal, disse Salvador de Mello, presidente da José de Mello Saúde na The Lisbon Summit.
Numa intervenção feita num painel sobre o futuro do estado social em Portugal, Salvador de Mello afirmou que as PPP na saúde são uma excelente opção para gerir e é uma experiência "que importa desenvolver e aprofundar".
O responsável da José de Mello Saúde considerou que estas parcerias significam um reforço da poupança para o Estado e uma transferência de risco para o sector privado.
Salvador de Mello disse ainda que os hospitais PPP têm "enormes vantagens para o Estado e contribuintes" e tornaram-se num importante exemplo de " benchmark" para o sector.
A The Lisbon Summit é uma organização da revista The Economist destinada a debater o crescimento económico e as reformas em Portugal. Terminou esta quarta-feira, em Cascais, com uma intervenção do vice primeiro-ministro Paulo Portas.
Em Portugal há 5,5 milhões de pessoas que estão isentas do pagamento de taxas moderadoras, revelou o ministro da Saúde, Paulo Macedo, na The Lisbon Summit, que decorreu em Cascais.

