Este segundo acelerador linear da ULSTMAD, que tem sede social em Vila Real, representa um investimento de cerca de cinco milhões de euros e reforça a unidade de radioterapia do centro oncológico, que entrou em funcionamento em 2007.
A unidade de saúde disse hoje, em comunicado, que o acelerador linear vai ser inaugurado pelo secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, que, depois da visita ao Hospital de Vila Real, segue para o hospital de Chaves, onde vai também inaugurar a nova ala de cuidados paliativos e o Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) de diálise.
O acelerador permite fazer mais tratamentos no centro oncológico, fazer tratamentos mais complexos e precisos, tratar outro tipo de cancros e possibilita uma redundância se um dos aparelhos falhar.
O equipamento foi financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020 e incluiu um ‘upgrade’, ou seja, a atualização tecnológica do equipamento existente, aumentando a capacidade do centro hospitalar que trata doentes oncológicos dos distritos de Vila Real, Bragança e norte de Viseu.
As obras de instalação do acelerador linear arrancaram em janeiro de 2022, mas esta é uma reivindicação antiga da unidade de saúde, dos seus profissionais, utentes e até de autarcas e deputados na Assembleia da República de diferentes forças políticas.
A aquisição de um segundo acelerador linear foi autorizada pelo Governo em maio de 2019, mas uma das fontes de financiamento falhou e, em janeiro de 2020, a então ministra da Saúde Marta Temido garantiu, em Vila Real que durante esse ano “seria resolvido o problema do financiamento” para o segundo equipamento destinado ao serviço de radioncologia, que é uma das formas de tratamento do cancro.
O concurso público para a aquisição do equipamento foi lançado em novembro de 2020.
A ULSTMAD inaugura ainda, no Hospital de Chaves, a nova ala de cuidados paliativos, com capacidade para 24 utentes, e o CRI, que alarga a capacidade de resposta para pessoas com doença renal crónica.
Os CRI são estruturas orgânicas de gestão intermédia que têm autonomia de funcionamento e decisão, com critérios e princípios de funcionamento previamente estabelecidos, em contrato-programa, e avaliados económica e financeiramente por um período de três anos.
Criada no início de janeiro, a ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro integra 59 unidades funcionais de cuidados de saúde primários, em 23 centros de saúde, que em conjunto com as três unidades hospitalares (Vila Real, Chaves e Lamego) dão resposta a uma população de cerca de 369 mil habitantes.
Esta ULS tem uma área de abrangência de 5.500 quilómetros quadrados e serve 21 concelhos.
Fonte: Lusa


